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Bahia é o segundo estado brasileiro onde mais houve assassinatos de pessoas LGBT em 2016

POR – REDAÇÃO NEO MONDO

 

A Bahia é o segundo estado brasileiro onde mais houve assassinatos de pessoas LGBT em 2016. O dado está em levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia. O relatório foi coordenado pelo antropólogo e fundador do grupo, Luiz Mott. Segundo o estudo, 32 pessoas foram assassinadas na Bahia em 2016, por motivações de homofobia. O número só é menor que do estado de São Paulo, onde houve 49 casos de mesma natureza.

O antropólogo Luiz Mott ressalta, no entanto, que São Paulo tem uma população cerca de três vezes maior que a da Bahia. “Nós fazemos esse levantamento há 37 anos e nos últimos anos a Bahia vem se destacando negativamente, nesse crime de ódio que não se justifica”, diz o antropólogo Luiz Mott.

De acordo com o relatório, os estados do Rio de Janeiro e Amazonas vêm em seguida no ranking, com 30 e 28 assassinatos de pessoas LGBT, respectivamente. Os dados mostram ainda que o estado de Roraima, no entanto, não registrou nenhum homicídio dessa natureza, mesmo depois ter ter liderado a lista, em 2014, quando a taxa no estado era de 6,14 pessoas LGBT assassinadas para cada 1 milhão de habitantes.

Entre as capitais, a cidade de Manaus apresenta o maior número de assassinatos motivados por homofobia (25), seguida de Salvador (17) e São Paulo (13). Ao todo, 168 municípios brasileiros registraram esse tipo de crime, em 2016, totalizando 343 pessoas LGBT assassinadas por conta da sexualidade.

Segundo o estudo, 32% das vítimas, em todo o país, tinham entre 19 e 30 anos. Os menores de 18 anos equivalem a cerca de 20% do total de mortos no país por homofobia. Os idosos foram 7,2% do total.

De todo o universo de pessoas LGBT assassinadas devido à condição sexual, os gays foram a maioria (50%), enquanto as pessoas transexuais foram mais de 40% das vítimas.

Dos 343 casos de assassinatos de pessoas LGBT registrados em todo o país em 2016, apenas 60 foram solucionados, e os agressores foram identificados e presos. A falta de identificação dos criminosos, o número reduzido de processos e a impunidade fazem com que os crimes de homofobia “estimulem novos ataques”, de acordo com o relatório.

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