ELETRO Sustentabilidade 

Eletrobrás busca ampliação sustentável da geração de energia.

POR – REDAÇÃO NEO MONDO

 

Presente em todo o país, o sistema tem capacidade instalada para produção de 39.402 MW, incluindo metade da potência da usina de Itaipu pertencente ao Brasil. Isso representa mais de 59 mil km de linhas de transmissão, 30 usinas hidrelétricas, 15 termelétricas e duas nucleares.

Seu controle acionário está nas mãos do governo federal, que possui 54% de suas ações ordinárias e 5,7% das ações preferenciais, cuja maioria (84,3%) está em mãos privadas. Criada em 1962, atualmente a empresa trabalha na implantação de três complexos hidrelétricos em Belo Monte, Tapajós e Tucuruí, localizados no Pará, e na construção da Usina Nuclear Angra 3, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

E para garantir que estes projetos estejam de acordo não só com as leis ambientais do país, mas também com as diretrizes de atuação e a política ambiental estabelecidas pelo próprio sistema, a empresa possui o Departamento de Meio Ambiente, que elabora, analisa e acompanha os projetos, além de conduzir as atividades colegiadas do Sistema, coordenando o Subcomitê de Meio Ambiente (SCMA). Composto por representantes das empresas do Sistema Eletrobrás, o SCMA procura organizar e operacionalizar as ações de caráter ambiental de interesse comum das empresas. Suas atividades são desenvolvidas basicamente através de Grupos de Trabalho e Comissões.

“A implantação de empreendimentos de geração, de transmissão e de distribuição de energia elétrica apresenta grande complexidade de inter-relações socioeconômicas e de natureza físico-biótica. As empresas do Sistema Eletrobrás têm claro entendimento dessas inter-relações e, além do cumprimento da legislação ambiental e social do país, atuam continuadamente em busca do melhor desempenho socioambiental, desde o apoio ao desenvolvimento técnico-cientí?co à ampliação de mecanismos de comunicação e capacidade de negociação. A noção de desenvolvimento sustentável requer a associação do econômico, do social e do ambiental nas atividades empresariais”, informou a Divisão de Imprensa do sistema.

E foi para dar sustentação a esta diretriz que o grupo técnico de meio ambiente da Eletrobrás deu toda a ênfase à efetiva incorporação do componente ambiental como variável de projeto e como subsídio às de?nições dos processos decisórios mais amplos. Dos trabalhos mais recentes, podem ser citados os estudos sobre mudanças climáticas, a viabilidade e gestão ambiental de grandes linhas de transmissão, a sistematização da legislação de meio ambiente especí?ca para o setor elétrico e a organização da contribuição cientí?ca produzida para os assuntos de interesse.

Além de estudos para combater impactos, empresa estimula fontes alternativas e consumo racional

Ficam a cargo da Eletrobrás alguns dos programas considerados estratégicos pelo governo federal, como o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) e o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). Maior programa brasileiro de incentivo às fontes alternativas de energia elétrica, o Proinfa, instituído pela Lei 10.438, de abril de 2002, é gerenciado pela empresa e tem buscado soluções de cunho regional para o uso de fontes renováveis de energia.

O programa estava previsto para terminar em dezembro de 2008, mas a etapa das usinas eólicas não foi concluída dentro do previsto, precisando ser estendida. Estava prevista a operação de 144 usinas, totalizando 3.299,40 MW de capacidade instalada, dos quais 1.191,24 MW provenientes de 63 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), 1.422,92 MW de 54 usinas eólicas, e 685,24 MW de 27 usinas a base de biomassa.

Segundo informa a Divisão de Imprensa da Eletrobrás, as usinas do programa responderão pela geração de aproximadamente 12.000 GWh/ano – quantidade capaz de abastecer cerca de 6,9 milhões de residências e equivalente a 3,2% do consumo total anual do país. Os investimentos são da ordem de R$ 10,14 bilhões, com ?nanciamentos de cerca de R$ 7 bilhões e receita anual em torno de R$ 2 bilhões. O Proinfa também proporciona a redução da emissão de gases de efeitos estufa da ordem de 2,8 milhões de toneladas de CO2/ano ao incluir as fontes limpas na produção de energia elétrica.

Em 2007, o programa recebeu o prêmio World Wind Energy Award, da World Wind Energy Association (WWEA), em Mar del Plata, Argentina. A premiação é oferecida anualmente a iniciativas que promovem o desenvolvimento da energia eólica.

Procel trabalha consumo consciente

Uma das iniciativas governamentais com melhores resultados na área de conscientização do consumo de energia também tem a Eletrobrás à frente.

O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) foi criado em 1985 e desde então já acumulou uma economia total de 28,5 bilhões de kWh. “Essa energia acumulada corresponde ao consumo de aproximadamente 16 milhões de residências durante um ano”, a?rmou por meio da Divisão de Imprensa da empresa, o engenheiro Emerson Salvador, da Divisão de E?ciência Energética.

Para promover o uso racional de energia, assim como o combate ao seu desperdício, o Procel atua por meio de subprogramas, dentre eles o selo Procel de Economia de Energia concedido aos produtos de melhores níveis de e?ciência energética. O Selo foi instituído por decreto presidencial em 1993 e, atualmente, 90% da economia de energia obtida pelo Procel advêm dele.

“A importância do Selo se deve à orientação ao consumidor, que é feita de uma maneira bem simples, bem objetiva, sem muitos detalhes. O Selo Procel indica para o consumidor que aquele produto é um dos mais e?cientes. Isso representa economia para o consumidor e, mais importante, economia para o país, que evita novos investimentos na geração de energia”, explicou o engenheiro Hamilton Pollis, chefe da Divisão de Planejamento da Diretoria de Tecnologia, a responsável pelo Procel.

Para receber o Selo, os produtos devem estar dentro dos padrões estabelecidos por uma comissão técnica coordenada pelo Procel e formada pelo Inmetro, por laboratórios, consumidores e fabricantes, entre outros. “Nós procuramos fazer algo bastante objetivo. Apesar disso, dada a responsabilidade que isso envolve, há requisitos com os quais somos bastante exigentes. Trabalhamos, então, em parceria com o Inmetro, em seu Programa Brasileiro de Etiquetagem. São elaborados regulamentos e especi?cações técnicas”, disse Pollis.

Após os testes, os equipamentos recebem classi?cação de “A” (mais econômica) a “E”. Na lista dos que levam essa chancela estão refrigeradores, freezers, aparelhos de ar-condicionado, máquinas de lavar roupas, motores trifásicos (presentes em elevadores, por exemplo), coletores solares, reatores eletromagnéticos para lâmpadas, lâmpadas ?uorescentes, televisores e ventiladores de teto. Para mostrar a abrangência do Selo, Pollis cita como caso emblemático o das lavadoras de roupa, que são avaliadas pelo Inmetro de forma completa. “Elas são classi?cadas, em primeiro lugar, por seu consumo de energia elétrica, mas também têm medidos o gasto de água e a e?ciência de lavagem e secagem. A partir disso, estabelecemos critérios segundo os quais uma lavadora chega a ser ‘A’: ela deve atender a parâmetros mínimos de e?ciência de lavagem, de consumo e extração de água. Isso é uma diferenciação”, explicou.

Entre os próximos planos do Procel para o Selo estão a continuidade do processo de conscientização e as melhorias no âmbito tecnológico. Um dos setores que está na mira do programa é o de iluminação. “Um dos nossos grandes trabalhos está voltado para as luminárias, principalmente as empregadas na iluminação pública. Capacitamos o laboratório do Cepel com um equipamento so?sticadíssimo, o goniofotômetro. Esse laboratório de iluminação consumiu cerca de US$1,5 milhão. Temos, ainda, a intenção de trabalhar com LEDs (Diodo Emissor de Luz). Acho que a iluminação do futuro vai ser feita com LEDs”, disse o engenheiro da Eletrobrás.

Outras iniciativas da Eletrobrás na área socioambiental

• Centro Comunitários de Produção – ação complementar ao programa Luz para Todos, surgiu da constatação de que as populações que recebiam energia elétrica em áreas rurais não se bene?ciavam dela para obter mais renda e uma vida melhor. Os CCPs são unidades constituídas por um conjunto de máquinas e equipamentos para produção, processamento, conservação e/ou armazenagem de produtos agropecuários, empregando tecnologias apropriadas e utilizando energia elétrica com e?ciência. As instalações físicas podem ser simples abrigos, galpões ou edi?cações que atendem aos requisitos técnicos e exigências legais, sanitárias e ambientais. Já existem Centros Comunitários de Produção em São Fidélis e Santa Maria Madalena (RJ), Pintadas (BA), Ribeira (SP), Nova Ubiratã (MT) e dois estão em fase de aprovação: um no município de Santo Antônio de Leverger (MT) e outro em Lagoa Seca, na Paraíba.

• Basquete do Futuro – Implantado em 2005 com o apoio da Eletrobrás, é um projeto coordenado pela Confederação Brasileira de Basketball (CBB) que, em parceria com as suas federações ?liadas, espera ainda em 2009 inaugurar 26 núcleos espalhados pelo país com aulas gratuitas de basquete e atender 3.120 crianças e jovens de comunidades carentes. Seu principal objetivo: ensinar, pela prática do esporte, a lidar com as di?culdades de viver em áreas marcadas pela violência e pela desigualdade.

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