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Energia: países do G7 admitem novas políticas para proteger ambiente.

Por: Lusa (Notícias ao Minuto)

 

Os sete países mais ricos do mundo (G7) defenderam nessa terça-feira (12) a necessidade de novas políticas energéticas que permitam lutar contra as alterações climáticas, segundo uma resolução conjunta aprovada em Hamburgo, norte da Alemanha.

“Sublinhamos que a ciência mostra que é necessária uma redução significativa das emissões dos gases com efeito de estufa e destacamos a necessidade de uma mudança na política energética para separar as emissões de carbono do crescimento económico”, indicou a resolução, assinada pelos ministros da Energia do G7.

Em conferência de imprensa, o ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, o anfitrião do encontro, considerou que um dos elementos chave de uma nova política será o aumento da eficiência energética, que poderá representar uma redução de muitas toneladas de emissões.

Segundo o representante alemão, a questão da eficiência energética foi aquela que reuniu o maior consenso entre os países que integram o G7: Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Japão e Canadá.

Também houve acordo entre os países sobre a necessidade de reduzir emissões, existindo, no entanto, posições diferentes sobre o melhor caminho a adotar para alcançar esse objetivo.

“Alguns acreditam que a energia atómica é imprescindível, outros acreditam que podem prescindir dela; alguns acreditam que devemos abandonar o carvão e impulsionar as energias renováveis, outros acreditam que necessitam do carvão ainda durante alguns anos e estão interessados em reduzir as emissões do uso do carvão”, reconheceu Sigmar Gabriel.

“No entanto, as metas são comuns e nunca tinha visto tanto consenso numa reunião de ministros do G7”, concluiu.

A reunião de hoje foi apresentada por Sigmar Gabriel como uma antecâmara do encontro dos chefes de Estado e do Governo do G7 que vai decorrer no castelo de Elmau, na Baviera (sudeste da Alemanha), no próximo mês de junho, mas também uma preparação para a Cimeira do Clima da ONU em Paris em finais de 2015.

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