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Estudos mostram que formação do executivo de finanças no Brasil ainda é incompleta

POR – CENTRAL PRESS

Universidade Positivo e IBEF lançam curso de especialização inédito para profissionais da área, com foco em negócios e liderança

POSCurso acontece na Universidade Positivo e tem carga horária de 180 horas
Créditos: Divulgação

Se uma boa gestão já é fundamental para uma empresa quando a economia do país vai bem, em tempos de crise ela se torna essencial para a sobrevivência de qualquer negócio. Com a área financeira, é a mesma coisa. Muitas organizações acabam por colocar os gestores financeiros em segundo plano por não conseguirem encontrar um profissional adequado para esse departamento. Especialistas orientam que para ser um bom CFO (Chief Financial Officer) é preciso aliar a prática financeira do dia a dia com um conhecimento sistêmico do negócio. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF), Claudio Lubascher, o CFO deve ser um elo estratégico no crescimento e desenvolvimento da companhia. “Ele deve ser o braço direito do CEO, ajudando na alavancagem do negócio”, explica Lubascher. De acordo com o presidente do IBEF, a formação completa de um CFO deve incluir experiência acadêmica com práticas específicas da área de finanças, aliadas ao conhecimento do negócio e do mercado.

Pensando nisso, o IBEF desenvolveu com a Universidade Positivo (UP) um curso de especialização para Formação de CFO. De acordo com o vice-presidente do IBEF, Maurício Carvalho, o curso é resultado de dois anos de estudos em conjunto com empresas de consultoria para entender o que falta para a formação de um bom CFO. Uma pesquisa realizada com 100 CEOs de todo o Brasil revelou que eles não enxergam hoje no profissional de finanças atributos como liderança e capacidade para o desenvolvimento de time e de equipes auto disciplinares. “Pesquisamos o mercado, analisamos a realidade do Brasil e o que existe fora do país e, então, chegamos em um modelo, que é formar um CFO não só para as questões técnicas, mas também desenvolver algumas outras competências”, destaca Carvalho. Segundo o vice-presidente, o tripé do curso é liderança, negócios e finanças. Ele garante que 30% do programa será voltado para finanças estratégicas e os outros 70% se concentrará em negócios e liderança. “O profissional da área financeira hoje está muito focado no operacional. Ao trazer módulos de lideranças bastante específicos, a gente quer tentar mudar o mindset deste executivo”, ressalta.

A primeira turma está prevista para começar no dia 18 de novembro. Para o reitor da UP, José Pio Martins, a parceria com o IBEF vai permitir à universidade oferecer muito mais que conceitos acadêmicos. “O Instituto é uma entidade de profissionais das finanças preocupada com a formação mais ampla dos CFOs e a UP tem as ferramentas pedagógicas. Poderemos aliar o conhecimento dos nossos professores com a expertise de mercado do IBEF e oferecer uma formação que fará do executivo um profissional de alta performance”, finaliza o reitor.

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