avioes-eua-co2.jpg.640x340_q85_crop Sustentabilidade 

EUA devem criar regras para reduzir emissões de CO2 na aviação do país.

Por: G1. Foto: Matt Rourke (AP)

 

Casa Branca aceitou recomendações de agência ambiental sobre problema. Não há previsão de quando as normas entrarão em vigor.

A Casa Branca deu sinal verde nesta quarta-feira (10) para as novas recomendações que declaram a indústria da aviação uma fonte de emissões de CO2 e uma ameaça para a luta contra a mudança climática.

O Escritório de Gestão de Orçamento da Casa Branca (OMB) decidiu aceitar as recomendações da Agência de Proteção Meio Ambiental (EPA), o passo anterior para que o organismo redija uma nova legislação que deverá ser cumprida por todas as companhias aéreas que operam no país.

A EPA emitiu uma declaração que afirma que “as emissões de gases do efeito estufa de certas classes de motores da aviação afetam a poluição aérea”, o que é prejudicial para a saúde pública.

Por enquanto, sem novas regras
Essa declaração, que equipara as emissões dos aviões com as dos veículos automotivos, não implica a imposição de novos requisitos para as companhias aéreas, mas antecipa a redação de uma legislação mais restritiva sobre emissões, do mesmo modo que aconteceu com os automóveis.

A EPA assegurou em sua proposta à Casa Branca que a legislação deveria ser adotada paralelamente às negociações da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO) sobre emissões, que devem terminar em fevereiro de 2016. Por isso, as novas regulações poderiam ser adiadas e acontecer já com um próximo presidente.

Chris Grundler, diretor da EPA para assuntos de qualidade do ar, as regulações definitivas da agência americana provavelmente serão publicadas em 2018.

As companhias aéreas esperam que as regulamentações americanas se mantenham alinhadas com os padrões internacionais, para que desse modo não se crie uma desvantagem competitiva com outros países.

As organizações ambientais temem que, devido a necessidade de consenso, as normas internacionais estipuladas pela ICAO, que terão vigência de cinco anos, não sejam suficientemente exigentes e não permitam uma redução significativa das emissões na aviação.

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