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Água da chuva reduz custos

Água da chuva reduz custos

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Seção: Editorias - Categoria: Economia e Negócios
Escrito por Livi Carolina Seg, 19 de Janeiro de 2009 16:25
Diante dos constantes alarmes quanto à finidade da água doce no Planeta, velhas soluções para reduzir seu consumo e o aproveitamento da água da chuva voltaram à tona.

É o caso da Companhia Paulista de Forca e Luz – CPFL, que acaba de adotar o sistema de cisternas – reservatório para captação e armazenamento pluvial - para a redução do consumo de água no cotidiano da empresa. A obra, prestes a ser concluída, é considerada a maior cisterna no interior do Estado de São Paulo.

De acordo com o gerente do Departamento de Infra-Estrutura Administrativa da CPFL Energia,
Lúcio Esteves Junior, o projeto piloto, que está sendo construído na sede da empresa em Campinas, estima reduzir o consumo de água tratada em 1,4 milhão de litros por ano. ”A cisterna, que ficará pronta em noventa dias, terá capacidade para armazenar 197 m³ de água da chuva, posteriormente utilizada para limpeza e rega de plantas na área da empresa, contribuindo para uma redução de cerca de R$ 35 mil anuais nas contas de água” – destaca o gerente.

Ele explica que a água da chuva será captada por meio de calhas para escoamento hidráulico, estendidas ao longo dos telhados dos três principais prédios da empresa - uma área de 3.450 m² - e serão conduzidas até o reservatório subterrâneo, onde passarão por uma filtragem simples para remoção de partículas sólidas, como folhas ou outros resíduos encontrados em coberturas.

Assim que estiver em funcionamento, o projeto piloto dará subsídios para que a mesma tecnologia seja adquirida pelas outras unidades da CPFL. “Queremos dar continuidade ao programa, criando o sistema de cisternas também nas unidades de Bauru, Ribeirão Preto e Sorocaba” – declara Esteves Júnior.

Responsabilidade Ambiental


Sendo uma companhia nas áreas de geração, distribuição e comercialização de energia elétrica, a CPFL Energia S/A demanda de uma grande extensão de terra. Afinal, para se produzir energia é preciso utilizar os movimentos de um rio, e muitos deles são induzidos por quedas d’água criadas pela engenharia hidráulica.

Sendo assim, a empresa busca a contrapartida socioambiental, promovendo o Programa de Responsabilidade Social. “Todas as empresas ligadas à CPFL tentam utilizar o mínimo possível de áreas, por isso investimos em estudos preliminares, que indiquem o melhor trabalho a ser desenvolvido em cada projeto. E fazemos isso pensando não somente no impacto, mas no desenvolvimento ecológico da região, resgatando a cultura responsável da empresa, que sempre procura trabalhos de inclusão social e desenvolvimento ambiental, como esta oportunidade da cisterna” – afirma o gerente.

O cuidado socioambiental também está representado no cuidado com a qualidade de vida de seus funcionários e da comunidade do entorno.

Dentro da CPFL, por exemplo, foram instalados equipamentos hidráulicos para a redução da água, como torneira automática, válvulas para descarga de menor intensidade nos banheiros e constantemente são promovidas campanhas de conscientização.

Do lado de fora da companhia, ainda há a preocupação da criação de áreas de lazer no reservatório da hidrelétrica, facilidades para captação e abastecimento de água, navegação, piscicultura, melhoramentos na rede viária local, etc. Tudo para minimizar o impacto à sociedade e natureza.

Funcionamento de uma hidrelétrica

O uso da água para a produção de energia começou com primitivos moinhos, em que a água passava por pás de uma grande roda de madeira, que girava em torno de um eixo. Esse movimento de rotação era diretamente transmitido às máquinas que realizavam trabalhos como moer trigo e serrar madeira.

Hoje, ao invés de aproveitar diretamente a rotação para realizar um trabalho no local, essas “rodas”, chamadas turbinas hidráulicas, transmitem essa rotação ao gerador, que por sua vez produz a energia elétrica, agora podendo ser transmitida a grandes distâncias, para residências, fábricas, iluminação pública, etc.