Na popular história em quadrinhos “Asterix”, os heróicos gauleses, chefiados por Abracurcix, só tinham um temor: o de que o céu caísse sobre suas cabeças. Houve uma época recente onde esse mesmo temor rondou os grandes centros urbanos brasileiros. A nuvem negra ameaçadora sobre nossas cabeças era a poluição industrial, que hoje é alvo de diversos mecanismos de controle adotados pelas empresas no país, onde se destacam as novas tecnologias e leis que regulamentam o assunto.
Nos anos 70 a situação era assustadora em função da quantidade de emissões atmosféricas nos grandes pólos industriais do país. Passados mais de 40 anos, até dá para comemorar a melhora obtida na qualidade do ar e outros avanços alcançados como a adoção de novas formas de gestão dos negócios. Na Quattor, segurança e meio ambiente caminham juntos nos projetos que proporcionam à organização a desejada sustentabilidade.
Recém criada, a petroquímica é uma das melhores do setor em gestão ambiental. Quem garante é Eduardo Sanches, gerente da área de qualidade, saúde, segurança e meio ambiente. Isto porque privilegia, em todas suas unidades, a instalação de dispositivos de controle de suas emissões, que a mantém nos limites legais. E, mais que isso, mostra que a questão ambiental representa, de fato, a posição estratégica da organização.
A preocupação, de acordo com o executivo, é fazer com que todas as ampliações de seus processos produtivos apresentem ganhos ambientais. “É como comparar um carro novo com um antigo: o novo possui dispositivos mais sofisticados para emitir menos poluentes. Além do ganho tecnológico nos novos equipamentos, existem os específicos para controle ambiental que propiciam menos emissões. Embora a empresa esteja dentro dos limites legais de emissões, os órgãos ambientais exigem redução nas emissões para obtenção das licenças dos novos projetos”, esclareceu Sanches, que define essa medida como um processo de melhoria contínua.
Planejamento e transparência
“Processos importantes, como aquisição ou venda de ativos e ampliações, passam por avaliações ambientais e interferem significativamente nas decisões da empresa. Nossos investimentos em melhoria do desempenho ambiental não buscam somente o atendimento legal, mas a sustentabilidade. Para nós, relacionamento transparente com a sociedade e as comunidades do entorno faz parte do nosso planejamento estratégico”, afirmou o gerente. Sanches deixa claro que a Quattor obedece a legislação ambiental do Brasil, mas fundamenta sua estratégia de investimentos na área tomando por base o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade do negócio. E acentua: “se existem tecnologias disponíveis e elas são mais restritivas do que a própria legislação do país, pesquisamos para adquiri-las e implementá-las”.
Dinâmica do mercado
A política de investimentos de empresas em dia com os mais avançados métodos de gestão leva em conta cenários, que mudam a cada momento, a dinâmica do mercado e dos acontecimentos que norteiam as suas estratégias. A Quattor atenta a essa constante, considera que até o momento seus objetivos e metas de investimentos na área ambiental a colocam numa posição de destaque positivo no cenário industrial. “Eu diria que nossos investimentos são adequados. Os próximos, já planejados, são analisados constantemente para verificarmos se acompanham os cenários que se apresentam. Nosso objetivo é estar sempre à frente do que preconizam os padrões mínimos”, assegura o gerente. O fato da organização levar em conta a questão ambiental nas suas decisões estratégicas faz com que, já em sua origem, a Quattor defina de forma explícita o seu compromisso em obter as melhores práticas adotadas nas unidades consolidadas na nova empresa.
Mas não é só. Também em sua estrutura, a Quattor busca os melhores resultados a partir das mais avançadas tecnologias e práticas disponíveis não só em suas unidades, mas em todo o mercado. Sanches é taxativo: “a busca constante da melhoria faz parte da nossa cultura organizacional”. Ele lembra ainda que há resultados muito diferentes em um mesmo segmento. E conclui: “nossas práticas industriais do setor químico e petroquímico obedecem a rígidos controles não somente em consonância à legislação ambiental, mas a seus próprios códigos do Programa de Atuação Responsável, coordenado no Brasil pela associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim)”.
Planejamento, ações e resultados
Outra gigante entre as indústrias brasileiras que investiu pesado na missão ambiental é a companhia siderúrgica Paulista (Cosipa: a terceira siderúrgica integrada do mundo a obter a ISO 14001, norma reconhecida mundialmente por atestar os mais elevados níveis de gestão ambiental). “Conquistamos a ISO 14001 há nove anos, e o sistema implantado contribuiu para que todas as ações realizadas na Cosipa tivessem também preocupação com a sustentabilidade. Ganhamos em planejamento, em ações e resultados”, afirma o superintendente de meio ambiente, Ricardo Salgado e Silva.
Controle e conscientização
Desde a época da privatização, quando a Usiminas assumiu o seu controle em 1993, a Cosipa recebeu investimentos de Us$ 435 milhões em equipamentos, ações de controle e conscientização ambiental. “Estes investimentos nos permitiram, a partir de uma política de gestão ambiental, implantar diversos projetos e ações na empresa, que possui 100% dos seus processos ambientais licenciados pela Cetesb”, afirma Salgado e Silva. A partir dos projetos e ações focadas em meio ambiente, a empresa obteve alguns resultados importantes como:
• A Cosipa tem presença marcante entre as indústrias do Pólo industrial de Cubatão, unidas em parcerias que fizeram com que o município saísse da classificação de um dos mais problemáticos em degradação ambiental para a conquista do título de cidade-símbolo da ecologia, em 1992.
• 96% de índice de recirculação de água doce na usina - a água recirculada volta ao processo produtivo, com redução do descarte de efluentes e da conseqüente necessidade de captação de mais água;
• Sistema de monitoramento próprio de seus efluentes líquidos;
• Controle de emissões atmosféricas mediante um trabalho de reestruturação que possibilitou a instalação de 60 modernos equipamentos nas várias fases de produção;
• Avaliação contínua do desempenho e controle de processos das fontes fixas, com destaque ao monitoramento online das emissões, feito pela Cetesb;
• Qualidade das emissões atmosféricas continuamente apurada;
• Tratamento contínuo dos resíduos sólidos, feito em sua central que recebe materiais da siderúrgica e de empresas contratadas e faz o controle da geração, destinação e reaproveitamento dos lotes desses resíduos (850 t, apenas em 2007).
A Cosipa tem presença marcante entre as indústrias do Pólo Industrial de Cubatão, unidas em parcerias que fizeram com que o município saísse da classificação de um dos mais problemáticos em degradação ambiental para a conquista do título de cidade-símbolo da ecologia, em 1992.