Para se ter uma idéia, só em 2007, a empresa reduziu em 7% as emissões de GEEs (também expressos em CO2 equivalentes) na comparação com 2006. Sua produção passou de um índice de 4,40 kg de CO2 equivalentes emitidos para cada kg de produto fabricado para 4,09 kg de CO2e/kg de produto. A meta do programa é alcançar uma redução de 33% até 2011.
“Estes resultados estão alinhados com as nossas expectativas. E essa divulgação representa o início de um processo sistemático de prestação de contas do que estamos fazendo, das nossas conquistas diante do que nos comprometemos a fazer”, declarou Alessandro Carlucci, diretor-presidente, por meio da assessoria da natura.
A diminuição foi possível graças à expansão de iniciativas que a empresa já vinha adotando e que culminaram na criação do Programa, lançado em novembro de 2007. Algumas dessas medidas foram: a utilização de refil nos produtos, a incorporação da metodologia de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) para embalagens, a vegetalização das fórmulas (substituição do óleo mineral por vegetal), o lançamento da tabela ambiental e a utilização de Pet reciclado e álcool orgânico, entre outras.
Além de buscar a redução dos índices de emissão de gases, o Projeto Carbono Neutro visa compensar as emissões que não foram passíveis de redução por meio do financiamento de projetos de reflorestamento e de geração de energia limpa e renovável.
Em 2008, cinco projetos foram escolhidos para efetivarem a compensação, e a seleção ocorreu a partir do relacionamento histórico da empresa com algumas instituições e por meio do edital-piloto que a natura lançou.
Para 2009, também foi aberto edital para escolha de outros cinco projetos, mas os selecionados ainda não foram divulgados pela empresa.
Projeto Carbono Neutro – Natura
O que é?Dentro de sua política de desenvolvimento sustentável, a Natura lançou o Projeto, em novembro de 2007, visando reduzir as emissões de GEEs, gases que produzem o efeito estufa, e neutralizar o que não pôde ser reduzido por meio de projetos de compensação ambiental.
O primeiro passo do Projeto foi a realização de um inventário para se chegar à emissão total de GEEs direta e indireta, considerando desde a extração da matéria-prima utilizada em ingredientes e embalagens.
Através deste estudo, chegou-se à emissão total de 179,6 mil toneladas de CO2.
Em 2008, a empresa investiu em cinco projetos, que permitiram a compensação de 224 mil toneladas de CO2 equivalente, uma compensação superior ao emitido pela empresa no ano anterior.
Além dos ganhos ambientais, todos os projetos incluíram ações sociais para geração de renda das comunidades envolvidas.
O esforço no combate ao aquecimento global foi reconhecido e a Natura foi a primeira empresa da América Latina convidada a integrar o Climate Neutral Network, fórum virtual global para apresentação e discussão de cases de corporações ou governos envolvidos com as mudanças climáticas.
Confira o resumo dos projetos apoiados em 2008.1) Recomposição da paisagem e Sistemas Agroflorestais
Parceiro: Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE), Pontal do Paranapanema (SP).
Quantidade de compensação: 60 mil toneladas de CO2 equivalentes em 30 anos (tempo estimado para o crescimento da floresta).
Resumo: O projeto pretende restaurar 184 hectares de áreas degradadas com o plantio de mais de 80 espécies nativas, formando corredores ecológicos entre o parque Estadual do Morro do Diabo e a Estação Ecológica Mico Leão Preto.
2) Recuperação e conservação dos recursos naturais em assentamentos rurais
Parceiro: Instituto Ecológica, OSCIP da Região de Cantão (TO).
Quantidade de compensação: 60 mil toneladas de CO2e em 20 anos (tempo estimado para o crescimento da floresta).
Resumo: Serão recuperados 150 hectares de áreas degradadas, com o plantio de 167 mil mudas de espécies nativas em Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais em dois assentamentos rurais localizados na região do Cantão.
3) Uso de biomassa renovável em indústrias cerâmicas
Parceiro: Ecológica Assessoria.
Quantidade de compensação: 60 mil toneladas de CO2e.
Resumo: Promoverá a utilização de biomassa renovável para geração de energia em duas indústrias cerâmicas em São Miguel do Guamá (PA) e duas indústrias cerâmicas em Cristalância e Paraíso do Tocantins (TO). Muitas cerâmicas têm como combustível a energia térmica vinda da queima da lenha nativa.
4) Cooperativas de Pequenas Centrais Hidrelétricas
Parceiro: Pequenas Centrais Hidrelétricas:
Ceriluz – PCH Linha Três Leste – Ijuí (RS);
CRERAL – PCH Cascatas de Andorinhas – Erechim (RS);
Cooperluz – PCH Caraguatá - Santa Rosa (RS).
Quantidade de compensação: 14 mil toneladas de CO2e.
Resumo: O projeto de compensação para a Natura gira em torno destas três pequenas centrais hidrelétricas. O ganho ambiental está no tipo de energia gerada, limpa e de menor impacto na natureza. Diferentemente das grandes hidrelétricas, cuja atividade depende do alagamento de grandes áreas, as PCHs trabalham com reservatórios mínimos, que não provocam alteração no ambiente.
5) Troca de óleo combustível por biomassa (cavaco de madeira a base de pinnus e eucalyptus) certificada com manejo sustentável
Parceiro: AMC Têxtil, Jaraguá do Sul (SC).
Quantidade de compensação: 30 mil toneladas de CO2e.
Resumo: Batizado de Prosubio, o projeto contempla a troca de combustível não-renovável “fóssil”, o óleo BPF1A, pelo cavaco de madeira à base de pinnus e eucalyptus, uma biomassa renovável de emissão reduzida de GEEs. Este cavaco de madeira é um insumo energético de uma madeira certificada pelo Forest Stewardship Council (FSC), o que garante que sua retirada seja feita por meio do manejo florestal sustentável.