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Cardápio dos campeões

Cardápio dos campeões

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Seção: Editorias - Categoria: Esportes
Escrito por Liane Uechi Sex, 23 de Janeiro de 2009 14:00

Se uma alimentação adequada é fundamental no desempenho de uma pessoa, seja para trabalhar ou para estudar, imagine sua influência para um atleta, cujo corpo demanda uma quantidade de energia muito maior, para alcançar a alta performance desejada. Especialistas são unânimes em afirmar que para maximizar os resultados, um atleta precisa adequar sua dieta de modo a atender o seu gasto energético. Evidente que as necessidades irão variar de acordo com o tipo, freqüência, intensidade e duração de treinamentos. O assunto chegou às discussões populares após a divulgação na mídia da dieta de 12.000 calorias diárias do super nadador Michael Phelps, impensável para um cidadão comum.

O brasileiro é um apaixonado por esportes, habilidoso, cheio de ginga e raça. Mas será que todos os nossos atletas têm acesso a uma dieta nutricional específica, que otimize seu desempenho?

Tânia Rodrigues, diretora técnica e nutricionista da RGNutri Consultoria e Coautora da diretriz da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva para Recomendações Nutricionais a Praticantes de Atividade Física, explica que uma das principais diferenças entre a alimentação da população e a do atleta é a quantidade de alimentos e os tipos de nutrientes necessários para repor o gasto calórico e recuperar os músculos, evitando fadigas. Sem essa reposição, o atleta está sujeito a um comprometimento do funcionamento normal do corpo, o que por sua vez, pode gerar alterações na sua imunidade e na regulação dos seus hormônios.

Ela explica que existem recomendações nutricionais para praticantes de atividade física, já comprovadas cientificamente, e que estão descritas em diretrizes americanas, canadenses, européias e também brasileiras, que orientam sobre aspectos como: calorias, quantidades de carboidratos, proteínas e nutrientes importantes. Dessa forma, a nutrição para o atleta deve ser encarada como uma parte do programa de treinamento, de modo a obter resultados potencializados. Para simplificar, a nutricionista divide essas recomendações em três linhas gerais: atividades aquáticas, de força e de longa duração.

Para as atividades aquáticas são recomendados alimentos de fácil digestão, carboidratos pobres em fibras, proteínas e gorduras, antes da atividade física, de forma a evitar distúrbios gástricos durante o evento esportivo.

Para os treinos de força, além dos carboidratos é necessário um aporte de proteínas maior do que o recomendado para indivíduos não treinados, pois objetivam a formação da massa muscular e para os treinos de longa duração, além dos carboidratos e proteínas é muito importante calcular a hidratação durante o evento esportivo.

Alguns sinais podem ser notados no corpo, quando essa reposição nutricional não está adequada: má recuperação muscular, câimbras freqüentes, fadiga muscular durante e após os treinos, alterações no padrão de sono e do apetite e até alterações de humor, de concentração no trabalho e no estudo.

Conforme orientou Tânia, em geral, recomenda-se de quatro a seis refeições diárias. Mas não se trata apenas da definição do número de refeições. É preciso aliar o volume das mesmas aos horários dos treinos, à disponibilidade de alimentos, às condições econômicas para sua aquisição, e até mesmo os limites e conhecimentos no preparo dessas refeições, entre outras variáveis.

A hidratação é, segundo a especialista, outro fator muito importante, cuja falta pode levar a um comprometimento da força muscular e, conseqüentemente, do desempenho. “É preciso estabelecer um plano de hidratação adequada antes, durante e após o treino, pois a sensação de sede não é um bom indicador fisiológico, uma vez que quando isso acontece o indivíduo já se encontra desidratado. As bebidas esportivas podem repor eletrólitos e carboidratos ao melhor desempenho esportivo” – assegurou a nutricionista.