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Querem nos tirar a Amazônia

Querem nos tirar a Amazônia

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Seção: Editorias - Categoria: Meio Ambiente
Escrito por Humberto Mesquita Seg, 25 de Abril de 2011 15:02
 ...ou seja, o equivalente a um litro de água doce para cada habitante da terra. Esses dados por si sós mostram a importância dessa parte do Brasil, nesse momento em que nos encaminhamos para a escassez de água no planeta. A Amazônia é sem dúvida a região mais rica e mais cobiçada do mundo, porque acumula um quinto da água doce da terra e é também o maior banco genético e a maior floresta tropical do nosso planeta, sem contar que no seu subsolo estão fincadas riquezas incomensuráveis que despertam a cobiça dos países ricos. Exatamente aí é que reside o grande risco da invasão ambiciosa desses países: Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Itália e Japão que querem a todo custo internacionalizar os recursos naturais da Amazônia, como se eles fossem patrimônio da humanidade e não pertencessem aos nove países sul-americanos que abrigam a região e essa floresta. Essa atitude nociva precisa ser rechaçada e combatida com veemência pelo Brasil e por todos os países que se sentem ameaçados na sua soberania. Existe uma ofensiva muito forte pela internacionalização dessa última grande área florestal disponível no planeta, intervenção essa feita por países que não souberam preservar suas riquezas naturais e que agora se atiram com vigor ameaçando intervir até militarmente sob a alegação de que estão defendendo o meio ambiente.

Um general norte-americano, Patrick Hugles, chegou a afirmar peremptoriamente: “se o Brasil quiser fazer uso da Amazônia para por em risco o meio ambiente dos Estados Unidos, precisamos interromper esse processo imediatamente”. Soma-se a isso a declaração de Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos: “ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós”; e Madeleine Albright: “quando o meio ambiente está em perigo, não existem fronteiras”.

O mais incrível é que esses defensores do meio ambiente são os maiores poluidores do universo e fazem questão de permanecer poluindo e não aceitam qualquer tipo de negociação que possa interferir no desenvolvimento venenoso operado por eles. Mas existem opiniões dissonantes entre os próprios norte-americanos, como Jeffrey Sachs, economista e professor da Universidade de Columbia que afirmou que “os paises desenvolvidos como Estados Unidos e China pregam a defesa do meio ambiente para os outros, mas eles próprios estão destruindo o mundo e são incapazes de frear os impactos das mudanças climáticas”. Para ele, o governo do seu país “investe em guerras como a do Afeganistão, enquanto o mundo convive com o veneno despejado no ar e que está destruindo a camada de ozônio”. O reflexo dessa política destruidora realizada pelos países ricos é a quantidade  cada vez maior de fenômenos naturais avassaladores, como esse mais recente ocorrido no Japão, cujas consequências até hoje são notadas. Outros desastres ecológicos vão acontecer ainda enquanto que os Estados Unidos despejam verbas para ações da violência armada. Quem são eles, pois, para se imiscuírem em assuntos da Amazônia ? Seus interesses estão muito mais voltados para a ganância econômica do que para a proteção ambiental. Eles sabem que a Amazônia é uma região muito rica, com 4 milhões de quilômetros quadrados, com uma invejável estrutura geológica, onde o metal pesado se concentrou sendo uma riqueza mineral sem paralelos no mundo.

Todo o Sul da Amazônia que vai do Acre até a Chapada Diamantina, o chamado Escudo Brasileiro, é uma área com formação geológica com mais de 3 bilhões de anos, e onde se concentram enormes riquezas minerais. Há por ali, na região dos Cintas-Largas a maior mina de diamantes do mundo que está sendo explorada por uma empresa do grupo Hot Shield. Essa empresa criou ONGs que controlam através do domínio dos índios, a exploração do diamante. Eles sustentam com ninharias os índios Cintas-Largas e mantêm o controle e a exploração das minas.

As histórias que são contadas na região nos levam à conclusão de que a cada dia aumentam o interesse e a expansão estrangeira na região amazônica. O general-de-brigada Durval Antunes Nery nos contou que um colega de farda general Claudimar, comandante da região em Boa Vista, soube da existência de uma bandeira hasteada num lugar denominado Raposa-Serra do Sol. Foi lá e ordenou que se retirasse dali a bandeira da Comunidade Econômica Europeia e ouviu do intruso a seguinte expressão: ”aqui é de quem paga”.

O general retirou a bandeira e fincou a brasileira. Quando deu as costas recolocaram a bandeira estrangeira. Na Amazônia existem reservas valiosíssimas de nióbio. O Brasil detém 98% das reservas do mundo desse material que serve como liga resistente em lâminas sendo aplicado na fabricação de instrumentos cirúrgicos, aviões, turbinas de aviões e peças que podem ser submetidas a altas temperaturas.

A maior concentração desse material está localizada na área indígena Yanomani e por ali são contrabandeadas quantidades imensas pra abastecer todo o mundo, sem se apurar qualquer divisa para o Brasil. É uma empresa americana que opera  sob a complacência do Brasil e dos brasileiros mal intencionados.

A Amazônia é o celeiro do mundo, no ar, na água e na terra. Dela são extraídas riquezas minerais, riquezas florestais para fabricação de remédios e até mesmo a sua água que um dia poderá ser deslocada através de operações tecnológicas para abastecer nosso irmão do Norte, esse irmão mais rico, que explora o mundo em seu proveito mas que jamais respeitou as regras de convivência com os povos do mundo. A eles tudo!!! E o mundo que se ajoelhe a seus pés. O Amazonas é nosso. É nosso dever buscar todas as formas de defender essa soberania.