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Neo Mondo Informa
Professor do Centro Universitário Senac é convidado para compor comissão ambiental da ONU
Categoria:
Meio Ambiente
Escrito por Redação
Ter, 13 de Julho de 2010
Arquiteto e urbanista Eduardo Trani desenvolve projetos sustentáveis para construção civil
Professor do Centro Universitário Senac que atua nos cursos de pós-graduações em Gestão Ambiental e Educação Ambiental da unidade Jabaquara, Eduardo Trani, foi convidado para representar o Brasil na recém-criada Comissão Orientadora de Entidade Internacional da ONU, Organização das Nações Unidas, que trata de políticas de construção sustentável. Em reunião que ocorreu em Paris, na sede da UNEP/SBCI (United Nations Environmental Programme/Sustainable Buildings and Climate Iniciative), foram reconduzidos membros e selecionados novos participantes dos grupos técnicos que pesquisam e realizam projetos ligados a construção civil relacionados às mudanças climáticas. Segundo Trani, o projeto que levou à indicação de seu nome para o cargo aborda a produção de habitações de interesse social em larga escala pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), com dispositivos novos de eficiência energética, atualmente em fase de implantação. "Buscaremos promover a construção sustentável de edifícios com foco na baixa emissão de carbono. Meu papel será discutir critérios e difundir as principais realizações da SBCI, no âmbito dos governos nacionais e locais.", reforça. No programa de eficiência energética da CDHU, coordenado pelo arquiteto Eduardo Baldacci, um dos aspectos abordados é a introdução de aquecedores solares e boilers para uso nos chuveiros em todos os conjuntos habitacionais com projetos novos e algumas adaptações. Arquiteto, urbanista, chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Habitação, Eduardo Trani foi indicado pelo Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), coordenado pelo engenheiro e diretor-presidente Marcelo Takaoka. O próximo encontro dos novos membros da UNEP/SBCI será em outubro, em Shanghai, na China.
Sobre a UNEP-SBCI
O objetivo da UNEP-SBCI é estabelecer uma parceria com o setor da construção civil e promover práticas de sustentabilidade em todo o mundo por meio de parcerias com os tomadores de decisão de setores como a indústria, comércio e serviços, governos, municípios, instituições de pesquisa, academia, técnicos especialistas, ONGs, etc. Criado em maio, o principal trabalho técnico, em andamento, é a elaboração do Common Carbon Metric & Protocol for Buildings para ser usado por todos os países como um método de medir, relatar e verificar reduções de emissão de carbono de maneira consistente e comparável.
Fonte: In Press Porter Novelli Assessoria de Comunicação - (11) 3323-1557 / 1520 Natalia Ribeiro -
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Débora Vieira -
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Cibele Anjos -
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Novas cartilhas da Bunge reforçam a conscientização ambiental
Categoria:
Meio Ambiente
Escrito por Redação
Ter, 13 de Julho de 2010
Publicações apresentam diferentes abordagens, mas ambas buscam elevar o volume de informação em sustentabilidade para os cidadãos das áreas urbanas e rurais
São Paulo, 1º de julho de 2010. A Bunge Brasil lançou recentemente duas cartilhas sobre meio ambiente e sustentabilidade como parte de suas ações de responsabilidade sócio-ambiental. Desenvolvida em parceria com outras instituições ligadas ao grupo Iniciativa Pró-Alimento Sustentável (IPAS), a Pense Bem - Meio Ambiente foi distribuída ao público nos supermercados da rede Carrefour por meio de oficinas e também por ações individuais em empresas. Já a cartilha de Conscientização Ambiental, elaborada em parceria com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), é um material didático completo para o cumprimento da legislação ambiental no estado e dirigida ao produtor rural.
A publicação Pense Bem - Meio Ambiente explica como atitudes simples como a redução de água e luz ou a coleta seletiva podem contribuir para a preservação do meio ambiente ao reduzir a ocorrência de enchentes, poluição das águas e do ar, e até o agravamento do efeito estufa. A cartilha oferece dicas de como aplicar os princípios dos 4Rs no dia a dia, cujo conceito abrange atitudes essenciais como: Repensar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar. O texto apresenta ainda testes para o consumidor avaliar se possui um estilo de vida ecologicamente correto. A cartilha Pense Bem - Meio Ambiente também está disponível para download no site www.bunge.com.br/sustentabilidade .
O grupo IPAS (www.ipasbrasil.com.br) tem como objetivo estimular a valorização de iniciativas que promovam a produção sustentável de alimentos, sensibilizando os consumidores a darem preferência aos agentes engajados na cadeia produtiva. Trata-se de uma parceria entre a Bunge, Nestlé, Carrefour, Sadia, Klabin, ONGs, Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial (Pensa/USP), além de outras organizações.
Mais uma iniciativa da Bunge, a cartilha de Conscientização Ambiental, apresenta como finalidade principal solidificar os princípios da sustentabilidade no estado do Paraná, um dos grandes produtores de grãos do País. A publicação feita em conjunto com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) demonstra em linguagem acessível e didática as relações entre a agricultura, o homem do campo e o poder público.
O conteúdo abrange vários temas como as questões sobre legislação florestal, áreas de preservação permanente, e uso e manejo dos recursos hídricos. "A cartilha vem colaborar na formação do conhecimento e minimizar possíveis problemas de não conformidade na base de origem da matéria prima para alimentos. Além disso, leva a proposta de desenvolvimento sustentável à propriedade rural", explica Michel Henrique Santos, gerente Corporativo de Sustentabilidade da Bunge Brasil, informando que os interessados podem acessar a cartilha pelo linkhttp://www.bunge.com.br/sustentabilidade/2009/port/download/Bunge_IAP_Conscientizacao_ambiental.pdf.
Sobre a Bunge Brasil
A Bunge Brasil mantém investimentos expressivos em todos os seus setores de atuação e vem contribuindo de maneira substancial para o saldo positivo da balança comercial e para as divisas da economia nacional. Presente no Brasil desde 1905 é uma das principais empresas do agronegócio e uma das maiores exportadoras do País. Atua nos setores de fertilizantes, agronegócio, alimentos, ingredientes, açúcar e bioenergia. Está em 16 estados de todas as regiões brasileiras, e possui hoje mais de 17 mil colaboradores e centenas de unidades, entre indústrias, centros de distribuição, silos e instalações portuárias.
Fonte: CL-A Comunicações - (11) 3082 3977 Iracema Carvalho (ramal 30) -
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Isamélia Soares (ramal31) -
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Inscrições abertas para 3º Ciclo do Holcim Awards
Categoria:
Sustentabilidade
Escrito por Redação
Qui, 01 de Julho de 2010
Maior prêmio de construção sustentável do mundo distribuirá US$ 2 milhões para os vencedores
São Paulo, 1º de julho de 2010 - Começa hoje o prazo para as inscrições do 3º ciclo do Holcim Awards - concurso mundial criado pela Holcim Foundation for Sustainable Construction com o objetivo de reconhecer projetos baseados no conceito de construção sustentável que reúnam inovação, eficiência e visão de futuro para este segmento. O período de inscrições segue até o dia 23 de março de 2011 pelo site www.holcimawards.org . Podem participar do Holcim Awards arquitetos, projetistas, engenheiros e responsáveis por projetos de construção sustentável. Os projetos concorrentes devem ser apresentados em língua inglesa - idioma oficial da premiação - e devem ser desenvolvidos levando em consideração conceitos de sustentabilidade, que incluem: inovação e capacidade de transferência; padrões éticos e eqüidade social; uso eficiente de recursos naturais; desempenho econômico e compatibilidade; e impacto estético e adequação ao contexto. Os projetos da categoria principal ainda devem estar em estágio avançado, com alta probabilidade de execução. Já a categoria Next Generation é aberta a jovens profissionais maiores de 18, completos até o dia 23 de março de 2011, que apresentam projetos criados nas universidades. Os projetos inscritos serão avaliados por júris liderados por universidades parceiras de cada região e serão compostos por representantes independentes do setor da ciência, empresarial e sociedade civil. As universidades parceiras da Holcim Foundation são: Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETH), em Zurique, Suíça; o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge, EUA; a Universidade de Tongji em Xangai (TDX), China; a Universidade Iberoamericana (UIA), no México; a Escola Superior de Arquitetura de Casablanca, em Marrocos; e a Universidade de Witwatersrand (Wits), em Johanessburgo, África do Sul. No Brasil, a instituição conta com o apoio da Universidade de São Paulo (USP).
O Prêmio
Considerado o maior prêmio de estímulo à construção sustentável do mundo, o Holcim Awards ocorre em nível regional e global, sendo que a primeira etapa é realizada em cinco regiões: Europa, América do Norte, América Latina, África&Oriente Médio e Ásia&Pacífico. No total, o Holcim Awards irá distribuir US$ 2 milhões em prêmios para os melhores projetos em construção sustentável. Cada uma das cinco regiões distribuirá US$ 300 mil, sendo divididos em: US$ 100 mil para a categoria Ouro, US$ 50 mil para a categoria Prata, US$ 25 mil para a categoria Bronze além de US$ 50 mil para a categoria Next Generation. As regionais poderão apontar 4 projetos para receber Prêmios de Reconhecimento, concedidos pelo júri, totalizando até US$ 75 mil. Na fase global, os projetos que forem premiados com Ouro, Prata e Bronze, de cada região, serão submetidos a um júri mundial. Os vencedores desta etapa receberão um total de US$ 350 mil, sendo US$ 200 mil para o prêmio Ouro; US$ 100 mil para o prêmio Prata; US$ 50 mil para o prêmio Bronze. Destaque para o Brasil
Em sua edição anterior, que contemplou o ciclo de 2007 a 2009, o Holcim Awards recebeu cerca de 5 mil inscrições provenientes de 90 países. Do Brasil foram inscritos 294 projetos, havendo destaque para o País na etapa regional latino-americana com 5 projetos premiados com medalhas de prata e bronze na principal categoria, prêmio Next Generation e duas menções honrosas (Holcim Awards Acknowledgement prizes). Entre os premiados da etapa regional no 2º Ciclo do Holcim Awards estavam o projeto da Midiateca da PUC Rio do Rio de Janeiro, assinado por Angelo Bucci da SPBR arquitetos (Prata); e a torre multifuncional compacta, que abriga uma cisterna para coleta de água de chuva, a caixa de água e um equipamento coletor solar para aquecimento de água de autoria de Maria Andrea Triana, Roberto Lamberts e Marcio Antonio Andrade da LabEEE da UFSC, Florianópolis (Bronze). Outros detalhes sobre os projetos brasileiros podem ser encontrados no site da Holcim Foundation - http://www.holcimfoundation.org/T880/Finalistprojectsfrom10countries.htm
Sobre a Holcim Foundation Com sede em Zurique, na Suíça, a Holcim Foundation for Sustainable Construction foi criada pelo Grupo Holcim, em 2003. Atuando independentemente da Holcim , a instituição incentiva soluções sustentáveis, sob os aspectos tecnológicos, ambientais, sócio-econômicos e culturais, que possam impactar mundialmente o setor da construção. A Holcim Foundation conscientiza a opinião pública sobre o importante papel que os profissionais do segmento têm para viabilizar um ambiente verdadeiramente sustentável para as gerações futuras, adotando práticas inovadoras. Entre as iniciativas da Holcim Foundation estão: difundir as melhores práticas, buscar soluções pioneiras e influenciar jovens arquitetos, engenheiros, projetistas e construtores para que adotem parâmetros inovadores e sustentáveis em seus projetos de construção. Isto é feito por meio de três ações principais, realizadas em ciclos de 3 em 3 anos: o Holcim Fórum - simpósio que fomenta discussões sobre o futuro do ambiente construído; o Holcim Awards - maior prêmio de construção sustentável que elege projetos que se destacam neste segmento no mundo; e o Holcim Projects - fomento a projetos de construção civil e pesquisa que acelerem o progresso e contribuam para a promover a construção sustentável. Para despertar a atenção e inspirar as novas gerações de profissionais do setor de construção civil, a Holcim Foundation atua diretamente na disseminação dos conceitos de construção sustentável, por meio de parcerias com universidades da América Latina, América do Norte, Europa, África e Ásia.
Fonte: Taciana Tortorella - In Press Assessoria de Comunicação (11) 3323-1563 /
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Categoria:
Sustentabilidade
Escrito por Redação
Qua, 30 de Junho de 2010
O uso de terras ociosas pode ampliar a produção de biocombustíveis e de alimentos
Especialistas do Brasil e de outros países reunidos em maio em São Paulo concluíram que a produção de biocombustíveis - em especial o etanol - pode se expandir sem disputar espaço com a produção de alimentos e causando menos impacto ambiental se houver mais pesquisa científica e tecnológica e mais interação com as políticas públicas de desenvolvimento econômico e social.
"Os formuladores de políticas públicas estão confusos, diante de tantas incertezas sobre a viabilidade de um futuro sustentável", comentou Lee Lyndt, pesquisador do Dartmouth College, Estados Unidos, em uma das apresentações do workshop Scientific Issues on Ethanol, realizado nos dias 24 e 25 de maio na sede da FAPESP. Ele e outros palestrantes ressaltaram os impactos ambientais negativos do atual modelo de produção de energia no mundo, fundamentado em combustíveis não renováveis, principalmente petróleo, carvão e gás natural.
"Nosso conforto depende de combustíveis fósseis", disse José Goldemberg, da Universidade de São Paulo. Ocorre que, segundo ele, esse modelo energético não só está sujeito ao esgotamento, à medida que as reservas de petróleo se exaurem, mas também é socialmente injusto, já que os habitantes dos países europeus consomem o equivalente a seis toneladas de petróleo por ano e os da África, 10 vezes menos. "O uso de fontes renováveis modernas, sonho dos ambientalistas, está crescendo, mas ainda tem um caminho longo para ser adotado mais amplamente. O futuro pertence às energias renováveis, definitivamente, mas daqui a 20 ou 30 anos."
Goldemberg foi um dos autores de um relatório solicitado há dois anos pelo Conselho InterAcademias a 15 academias de ciência, o Lighting the way: toward a sustainable energy future. Recém-publicado pela FAPESP (Um futuro com energia sustentável: iluminando o caminho, 300 páginas), esse documento ressalta o papel dos governos para apoiar investimentos de longo prazo em infraestrutura energética e pesquisas que ajudem a disseminar as fontes de energia renovável, incluindo os biocombustíveis.
"A expansão da produção de biocombustíveis no Brasil e nos Estados Unidos levantou uma séria controvérsia sobre a incompatibilidade entre alimentos e combustíveis", lembrou Goldemberg. Ao longo dos dois dias de debates promovidos pela FAPESP, Academia Brasileira de Ciências (ABC) e o InterAcademy Panel (IAP), esse conflito se desfez e a limitação de terras deixou de ser considerada um obstáculo para a expansão da produção de etanol. Hipoteticamente, dobrar a produtividade da pecuária brasileira - de um para dois bois por hectare - poderia acrescentar 100 milhões de hectares aos atuais 4 milhões de hectares de cana-de-açúcar, suprindo assim dois terços da demanda mundial de etanol. Mudanças à vista - Além disso, 1 bilhão de acres poderiam ser usados para agricultura no mundo. "O Brasil aproveita apenas 1% da área que poderia ser aproveitada para agricultura", afirmou Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP. Vários palestrantes observaram que o melhor uso das terras poderia ampliar a produção de etanol e, ao mesmo tempo, atender à demanda crescente por alimentos e reduzir a pobreza no mundo.
Patricia Osseweijer, pesquisadora do Delft University of Technology, da Holanda, contou que o atual portfólio de fontes de energia na Europa não é ambientalmente seguro nem sustentável, mas há sérias limitações para a implantação de fontes alternativas. Segundo ela, mesmo que os países europeus usassem 40 milhões de hectares para a produção de biocombustíveis, apenas um terço da demanda seria atendido.
"Encontrar soluções duráveis, biodegradáveis, ambientalmente amigáveis e economicamente viáveis é muito difícil", reconheceu. "Os políticos têm medo do impacto das medidas a serem tomadas." Patricia disse que o que ela tem visto na Europa sugere que a produção de mais conhecimento não implica necessariamente mais apoio do governo ou da opinião pública.
"Precisamos aumentar a participação pública e melhorar a qualidade da comunicação. Os debates ainda carecem de clareza e refletem apenas um dos lados." Horward Alper, da Universidade de Ottawa, Canadá, reiterou: "Comunicar-se de um modo claro e conciso é absolutamente crucial. Você tem de ser entendido por sua filha de 16 anos".
Mudanças profundas em outros hábitos parecem ser indispensáveis na busca de um planeta com menos poluição. Como atualmente o setor de transportes consome um terço da energia produzida no mundo, Cylon Gonçalves, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador adjunto da FAPESP, comentou: "Só uma radical transformação dos meios de transporte e das necessidades da humanidade nos levará a uma sustentabilidade. Há limites científicos e técnicos para um crescimento contínuo da demanda".
Algumas mudanças poderiam ser imediatas. "Se países em desenvolvimento como a China e a Índia continuassem usando carvão, mas com tecnologia dos Estados Unidos ou do Japão, ganhariam em eficiência energética e a emissão de gases do efeito estufa cairia um terço", sugeriu Goldemberg.
Fonte: Pesquisa FAPESP Online
Nokia e WWF-Brasil se unem em projeto para enfrentar mudanças climáticas na Amazônia
Categoria:
Sustentabilidade
Escrito por Redação
Qua, 30 de Junho de 2010
Objetivo é gerar informações sobre impactos do clima na região do Alto Purus (AC) e capacitar pescadores e ribeirinhos para lidar com a situação e melhorar as condições de vida
Uma parceria entre Nokia e WWF-Brasil permitirá a identificação e o mapeamento das mudanças climáticas em curso na região do Alto Purus, no Acre, propondo alternativas de adaptação para enfrentar os impactos negativos para as populações locais. O objetivo é a produção do conhecimento técnico-científico e a melhoria de vida das comunidades locais, compostas principalmente por pescadores e suas famílias.
O projeto vai registrar, em um vídeo, como os pescadores têm percebido as mudanças climáticas na região e quais medidas de adaptação são utilizadas para mitigar ou reduzir os impactos das alterações no clima. As informações serão coletadas com base em metodologia da Rede WWF para o Projeto Testemunhas do Clima, que já foi aplicada em comunidade de pescadores no município de Santarém (PA).
Uma metodologia participativa assegura o envolvimento dos pescadores em todos os processos do projeto piloto. Outro objetivo será contribuir para a recuperação do conhecimento tradicional. Além de informações técnico-científicas, serão coletados testemunhos pessoais nas comunidades locais, dando origem a um vídeo que será divulgado no Brasil e no exterior.
Segundo Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil, o projeto será importante para gerar informações sobre as mudanças climáticas na região. "A ideia é que possamos dar uma contribuição para reduzir a vulnerabilidade das populações locais aos impactos dessas mudanças, aumentando sua capacidade de adaptação. Os pescadores do Alto Purus se tornarão Testemunhas do Clima", afirma.
A secretária-geral do WWF-Brasil acrescenta que, por meio do projeto, Nokia e WWF-Brasil darão uma importante contribuição, juntamente com outros parceiros locais e os pescadores, para subsidiar políticas públicas de adaptação às mudanças climáticas.
"A Nokia orgulha-se por poder fazer parte de uma iniciativa como esta. A ação junto à população que vive às margens do rio Purus é mais um fruto da duradoura parceria global entre a Nokia e o WWF", comenta Almir Luiz Narcizo, presidente da Nokia do Brasil.
A região
O rio Purus é um dos afluentes mais importantes do rio Amazonas e sua bacia abrange 380 mil quilômetros quadrados. O rio nasce no Peru, entra no Brasil pelo Acre e segue pelo estado do Amazonas. Mais de 90% de sua bacia situa-se no Brasil. Na época da cheia, o Purus atinge outros 21.833 km2 da várzea (planície inundada nas margens do rio). Suas águas brancas, ricas em sedimentos provenientes dos Andes, estão entre as mais produtivas da Amazônia e respondem por cerca de 70% produção pesqueira que abastece Rio Branco, a capital do Acre, e por 30%, em Manaus, capital do Amazonas.
No Alto Purus, a biologia e a ecologia dos peixes têm forte ligação com o regime hidrológico do canal principal do rio e do regime regular das cheias na planície de inundação (a várzea). Além da variação natural no ciclo de cheias entre um ano e outro, a oferta de peixes sofre o efeito das mudanças climáticas. Uma redução da produção pesqueira afeta diretamente os pescadores e suas famílias.
Além disso, a pesca é o principal meio de subsistência da população ribeirinha da Amazônia. Mais de 80% das famílias nas várzeas da região vivem da pesca. Além disso, existem outros 37 mil pescadores que praticam a atividade em escala comercial na bacia amazônica.
De acordo com Antonio Oviedo, responsável pelo projeto no WWF-Brasil, é importante fazer uma avaliação biológica dos recursos pesqueiros da área e apoiar a implementação dos acordos de pesca. "É necessário sistematizar o conhecimento local sobre a pesca e os ambientes da várzea, bem como compreender os padrões individuais e coletivos de uso dos recursos pesqueiros em escala comunitária e regional", avalia.
Ainda segundo Antonio Oviedo, essa sistematização é necessária para o aperfeiçoamento dos acordos de pesca, que são normas criadas pelas comunidades para organizar a atividade pesqueira, com objetivo de garantir a sustentabilidade da pesca no longo prazo. Quando aprovados pelo Ibama, ganham força de lei. Os acordos têm obtido importantes resultados do ponto de vista da conservação de ecossistemas aquáticos, do incremento da renda e da segurança alimentar de populações que habitam as regiões de várzea.
O projeto Testemunhas do Clima Nokia/WWF-Brasil no Alto Purus conta ainda com a participação da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar do Estado do Acre (Seaprof).. A primeira edição aconteceu em 2008, na comunidade de Igarapé do Costa, estado do Pará. Os vídeos produzidos podem ser vistos no link www.wwf.org.br/testemunhasdoclima.
WWF-Brasil
O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e de promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
Sobre a Nokia
Na Nokia, estamos comprometidos em conectar pessoas. Combinamos tecnologia avançada com serviços personalizados que permitem aos nossos consumidores estar próximo do que realmente importa a eles. A cada dia, mais de 1,2 bilhão de usuários se conectam com um Nokia - desde celulares até smartphones e computadores de alta performance. A Nokia integra seus aparelhos com serviços inovadores por meio de Ovi (www.ovi.com), incluindo música, mapas, aplicativos, e-mail e muito mais. A NAVTEQ é líder global em mapas digitais e soluções de navegação, enquanto a Nokia Siemens Networks fornece equipamentos e serviços para redes de comunicação. Para mais informações, acesse www.nokia.com.br. Os produtos Nokia também podem ser adquiridos em nokia.com.br/loja.
Informações para a imprensa Nokia
LVBA Comunicação - www.lvba.com.br - 11 3039.0660
Rodrigo Padron -
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- 11 3039.0669
Luís Joly -
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Thais Cerioni -
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- 11 3039.0663
Vitor Vieira -
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- 11 3039.0695
Fonte: WWF-Brasil - Denise Oliveira
Coordenadora de Comunicação WWF-Brasil - (61) 3364-7400
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Bruno Taitson - Comunicador WWF-Brasil - (61) 3364.7464
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