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Ciência e Tecnologia
Diagnósticos para o conhecimento
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Escrito por Editor Neomondo
Sex, 28 de Maio de 2010
Pesquisadores reunidos na 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), em Brasília, apresentaram, nesta quinta-feira (27/5), um diagnóstico dos principais desafios para a ciência no país.
Apoio à ciência fundamental, retomada das altas taxas de formação de doutores, aumento do impacto internacional e investimentos focados nos centros de excelência estão entre os tópicos destacados pelos participantes da plenária "A ciência básica e produção do conhecimento: um desafio para o Brasil". A conferência se encerra nesta sexta-feira (28/5).
De acordo com Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, um dos conferencistas, o Brasil tem ficado ano após ano, desde o início da década de 1990, entre os quatro países com maior crescimento em número de artigos científicos publicados. Em termos qualitativos, também houve progressos importantes, com artigos de pesquisadores brasileiros tendo cada vez mais destaque em importantes revistas internacionais.
"A ciência nacional tem experimentado uma ascensão vigorosa em quantidade e qualidade. Um dos nossos desafios, nesse contexto, é a questão do impacto dessa ciência produzida no Brasil. A evolução do número de citações é crescente, mas ainda está abaixo da média mundial", destacou.
Outro desafio, segundo Brito Cruz, é retomar o aumento na taxa de crescimento da formação de doutores. Até 2003, o número de doutores formados crescia cerca de 18% anualmente. Desde então, passou a crescer a aproximadamente 5% ao ano.
"Os números mostram que existe alguma restrição importante operando no sistema brasileiro, 'puxando o freio de mão' da formação de doutores. É preciso multiplicar por três o número de pesquisadores para o Brasil atingir patamares semelhantes ao da Espanha, por exemplo", afirmou.
Brito Cruz destacou também o desafio de apoiar a ciência fundamental. Segundo ele, o mundo vive um momento excessivamente utilitarista e há uma pressão para que as pesquisas sirvam para fazer as empresas mais competitivas, curar doentes ou gerar riquezas. No entanto, é preciso valorizar a ciência que tem a função de tornar a humanidade mais sábia.
"Não se pode privilegiar uma vertente. É preciso ter as duas coisas. A FAPESP tem uma excelente experiência nesse sentido, oferecendo formas de apoio voltadas para projetos ousados que necessitam de cinco anos ou mais para serem realizados. A ciência básica, por não ser utilitarista, eventualmente pode precisar de prazos mais longos, especialmente em certas áreas", explicou.
Brito Cruz defendeu que a pesquisa básica receba apoio institucional. "Se o Brasil quer ter uma ciência competitiva, as instituições precisam dar ao pesquisador apoio semelhante ao oferecido pelos concorrentes. O cientista deve se preocupar em fazer ciência, não em fazer prestação de contas, ou buscar visitantes no aeroporto", disse, sob aplausos do auditório lotado.
Pequena influência
Sergio Danilo Junho Pena, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), destacou que o Brasil chegou ao 13º lugar em número de publicações – tendo ultrapassado recentemente a Holanda e a Rússia –, mas está apenas em 24º no ranking de citações. Segundo ele, vários fatores explicam o descompasso entre a força da ciência nacional e sua influência no cenário internacional.
"Um desses fatores é que a nossa pesquisa está baseada na pós-graduação. O aluno precisa partir de um projeto, com um fim já em mente e com um prazo imposto para terminar. A pesquisa resultante é muito conservadora, desprovida de inovação", disse.
Além disso, segundo Pena, outro desafio a ser enfrentado é a pulverização de recursos. "Há uma tentativa de tentar forçar o investimento pulverizado para privilegiar estados com menos recursos. Mas o correto seria investir onde já há excelência, para evoluir mais ainda no conjunto", defendeu.
Outro desafio a ser enfrentado seria repensar o tipo de demanda feito pelas agências de fomento, que exigem projetos com começo, meio e fim perceptíveis para os avaliadores.
"Chamo isso de demanda criacionista, porque parte do pressuposto de que a ciência tem um 'design inteligente'. A metodologia da ciência não é um desenho, ela ocorre naturalmente, por seleção natural de ideias. Precisamos ser evolucionistas nesse sentido", disse.
Pena citou o cientista Linus Pauling, que dava a receita para a concepção de boas ideias: ter muitas ideias e jogar fora as ruins. "Para identificar as ideias ruins, é preciso ter experimentação e, para isso, é preciso ter recursos. Na pesquisa de risco, é preciso apostar de vez em quando em ideias inovadoras e não apenas naquilo que já se mostra bom a priori. A solução adequada seria voltar o foco, pelo menos em alguns casos, para a trajetória do pesquisador e não exclusivamente para o projeto", disse.
Inserção internacional
Jacob Palis, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), chamou a atenção para a contribuição das fundações de amparo à pesquisa (FAPs) para a ascensão da ciência brasileira. "As FAPs atuam em conjunto e apresentam várias propostas de políticas públicas envolvendo órgãos da esfera federal", disse.
Para Palis, o maior desafio será multiplicar por três, até 2020, o contingente de pessoal envolvido com ciência, de técnicos de laboratório a doutores. "Temos que acelerar esse processo sem perder qualidade. Isso exigirá um esforço muito grande da comunidade científica e empresarial. Será preciso aumentar os investimentos em ciência para atingir, em dez anos, um patamar de cerca de 2% do PIB", afirmou.
Segundo Palis, a presença internacional da ciência brasileira aumenta continuamente e o país passou a atuar em instâncias como o G8+5 de Academias de Ciência, o Fórum Internacional de Ciência e Tecnologia para a Sociedade (STS Forum), a Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (TWAS), o International Council for Sciences (ICSJU), a Rede Interamericana de Academias de Ciências (Ianas), o Interacademy Panel e o Interacademy Council.
"Possivelmente, em 2013 também estaremos no Fórum Mundial de Ciências. A cooperação internacional é vital para o nosso avanço científico", disse.
Segundo Jailson Bittencourt de Andrade, do Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia, no fim do século 20 as fronteiras entre as várias disciplinas foram apagadas, especialmente nos casos da química, biologia, física e matemática. Os principais desafios científicos, segundo ele, estão nessas fronteiras e não mais nos núcleos duros das disciplinas.
"O grande desafio é fazer um redesenho institucional e conceitual do sistema de pesquisa. Do lado conceitual, o foco não deve ser mais as disciplinas. Do lado institucional, é preciso repensar os departamentos que formam as universidades e, hoje, estão em sua maior parte obsoletos, formando barreiras à interdisciplinaridade", disse.
Segundo Andrade, a agenda do século 21 envolve a sustentabilidade e a inovação, em um contexto no qual os sistemas de energia, água, meio ambiente e alimentos estão integrados.
"Essa agenda implica uma visão sistêmica e conectada entre ciência básica e tecnológica. Nessa agenda, é preciso educar para inovar e inovar para educar", defendeu.
Mais informações sobre a 4ª CNCTI: www.cgee.org.br/cncti4
Fonte: Agência FAPESP, por Fábio de Castro
Totens de atendimento registram 10 mil acessos
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Sex, 05 de Março de 2010
Equipamentos oferecem diversos serviços aos moradores de Santo André
Um serviço prático e moderno. Dessa forma, os totens de autoatendimento do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) estão conquistando cada vez mais adeptos na cidade. Somente em janeiro, foram registrados mais de 10 mil acessos ao sistema. O destaque ficou por conta da unidade instalada na Coop Carijós, que apresentou um crescimento significativo no volume de usuários, chegando a aproximadamente 900 acessos, o dobro do registrado em dezembro. No entanto, o local de maior visitação em janeiro foi o Shopping Santo André (Shoppinho) que contou com mais de 4,7 mil atendimentos. Criado em fevereiro de 2009, os totens são terminais instalados em diversos pontos de Santo André que facilitam o uso do munícipe na consulta dos serviços da autarquia. Entre as opções disponíveis aos usuários estão: segunda via de contas, consulta de processos e dívidas ativas, informações de água, esgoto e licença ambiental, solicitação de vistorias em cavaletes e visualização de notícias do Semasa. Para o ano este ano, a gerente de atendimento ao cliente externo, Marci Guazelli, diz que pretende aumentar mais o número de máquinas de autoatendimento, deixando o usuário com novas opções. “Nós queremos implantar mais totens em cooperativas e também no Centro de Santo André”, afirma.
Balanço anual
No acumulado de 2009, a unidade inserida no Shopping Santo André somou 29,6 mil acessos, seguida pelo equipamento do Posto Vila Luzita com 14,3 mil atendimentos. O Posto Centro registrou 12,5 mil e a Coop Carijós ficou com 4,6 mil registros, praticamente o mesmo resultado da Coop Industrial, com 4,5 serviços disponibilizados.
Endereço das unidades
- Posto de Atendimento Centro: Rua José Caballero, 249 – Centro - Shopping Santo André (Shoppinho): Rua Álvares de Azevedo, 99 – Centro - Coop Industrial: Av. Industrial 2001, Bairro Campestre- Posto de Atendimento Vila Luzita: Rua dos Cocais, 26 (esquina com Av. São Bernardo)
- Coop Carijós: Rua Carijós, 1843 – Vila Linda
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social - Assessoria de Imprensa do Semasa
Contatos: (11)4433-9684/ 9720/ 9659/ 9845
Na Tecnonocana 2010 a BASF mostra a relação entre a eficiência tecnológica e a lucratividade
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Qua, 03 de Março de 2010
Evento que abre as programações técnicas no setor sucroenergético debaterá amplamente o cenário atual do setor
A BASF irá participar em São Pedro (SP) de 3 a 5 de março da Tecnocana 2010, um encontro técnico anual do cultivo da cana-de-açúcar que divulga as principais novidades das empresas do segmento sucroalcooleiro. A BASF, uma das patrocinadoras do encontro, apresentará novidades sobre o manejo e controle de pragas no cultivo de cana e os respectivos ganhos econômicos. O evento é organizado pela Agro-Análitica Consultoria Agronômica.
Na oportunidade a BASF mostrará os benefícios proporcionados proporcionados pelo inseticida Regent® 800 WG e seus efeitos no rendimento industrial dentro das usinas/destilarias. “Apresentaremos resultados desse produto no controle de pragas e seus benefícios no cultivo de cana-de-açúcar, com as vantagens econômicas na parte agrícola e industrial’, enfatiza Antonio Cesar Azenha, gerente técnico de desenvolvimento de mercado Cana de Açúcar.
Será um evento essencialmente técnico sobre o cultivo da cana. Na programação há palestras, por exemplo, sobre rotação de cultura; monitoramento e controle de pragas de solo em grandes áreas; quebra de paradigmas na mecanização da lavoura canavieira; e a escarificação e suas implicações em soqueiras. Além disso, será traçado o cenário do agronegócio com suas perspectivas, ameaças e oportunidades. O Deputado Federal Antonio Carlos Thame falará sobre sustentabilidade do setor e pesquisadores da USP e UFSCAR abordarão temas como as tendências em determinadas áreas agronômicas na cultura da cana-de-açúcar e a também a ferrugem alaranjada. No último dia (5) está programado um amplo debate e almoço.
Segundo Antonio Cesar Azenha, da BASF, o panorama da safra 2009-2010 é positivo em função de melhores preços recebidos pelo produtor em relação à safra anterior.
Divisão de Proteção de Cultivos da BASF
Com vendas de € 3.646 milhões em 2009, dos quais € 838 milhões são da América Latina, a Divisão de Proteção de Cultivos da BASF é uma das líderes em defensivos agrícolas e uma forte parceira da agroindústria ao fornecer fungicidas, inseticidas e herbicidas altamente estabelecidos e inovadores. Os agricultores usam os produtos e serviços da BASF para melhorar a rentabilidade e a qualidade de suas colheitas. Os produtos da BASF também são usados em saúde pública, controle de pragas estruturais/urbanas, plantas ornamentais e gramados, controle de vegetação e silvicultura. A BASF tem por objetivo transformar conhecimento em sucesso imediato. A Divisão de Proteção de Cultivos da BASF visa ser a empresa líder em inovações, otimizando a produção agrícola, melhorando a nutrição e, desta forma, aumentando a qualidade de vida da população mundial em constante crescimento. Mais informações podem ser obtidas no endereço www.agro.basf.com.br .
BASF. A caminho dos 100 anos de Brasil em 2011. Transformando a Química da Vida. Sobre a BASF
A BASF é a empresa química líder mundial: The Chemical Company. Seu portfólio de produtos oferece desde químicos, plásticos, produtos de performance, produtos para agricultura e química fina até petróleo e gás natural. Como uma parceira confiável, a BASF ajuda seus clientes de todas as indústrias a atingir ainda mais o sucesso. Com seus produtos de alto valor e soluções inteligentes, a BASF tem um papel importante para encontrar respostas a desafios globais como proteção climática, eficiência energética, nutrição e mobilidade. A BASF conta com aproximadamente 105.000 colaboradores e contabilizou suas vendas em mais de 50 bilhões de euros em 2009. As ações da BASF são atualmente negociadas nas bolsas de valores de Frankfurt (BAS), Londres (BFA) e Zurique (AN). Mais informações sobre a BASF estão disponíveis no endereço www.basf.com.
Fonte: CL-A Comunicações / Telefone: (11) 3082-3977
Paulo Pires / ramal 28 /
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/ (11) 9231-6782
Ana Carolina Reis / ramal 44 /
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/ (11) 9246-2375
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Semasa investe R$ 50 milhões em tratamento de água
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Escrito por Redação
Qua, 10 de Fevereiro de 2010
Construção da nova Estação de Tratamento deve começar no 1º semestre
O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), autarquia da Prefeitura do município, investirá R$ 50 milhões na construção de uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) que abastecerá 25% do consumo na cidade. Ontem (10) a Câmara vereadores ratificou o financiamento de R$ 45,2 milhões com a Caixa Econômica Federal, os recursos serão direcionados por meio do programa federal “Saneamento para Todos”. O financiamento, somado à contrapartida do Semasa, servirá para a construção da ETA e beneficiará mais de 200 mil pessoas na região.
A seleção do projeto está dentro das metas de investimentos previstas pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e os valores para o financiamento aprovado vêm do fundo de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
O projeto apresentado pela autarquia está de acordo com a instrução normativa nº 15, de 14 de abril de 2009, definida pelo Ministério das Cidades.
O Semasa possui, desde 1997, uma outorga (autorização para captar água da Represa Billings do Departamento de Águas e Energia Elétrica) na região do Parque do Pedroso, local onde a ETA será construída. Segundo análise de especialistas, a água utilizada para o abastecimento possui uma qualidade muito boa. Hoje, Santo André é responsável pela produção de somente 6% da água consumida pelos munícipes, e compra da Sabesp os outros 94%. A nova estação de tratamento, com capacidade para tratar 350 litros de água por segundo, elevaria a produção própria de água para aproximadamente 25%.
A construção desta estação de tratamento de água vai ao encontro às necessidades do município e a política de gestão pública implantada pela nova gestão em Santo André, além de ser uma questão estratégica. A demanda por água na Grande São Paulo só cresce, enquanto os rios e represas perdem suas capacidades. O abastecimento hídrico é um processo que tem custado cada vez mais caro, pois a água consumida pelos habitantes da região metropolitana vem de bacias localizadas há centenas de quilômetros da capital.
Para o assistente da superintendência do Semasa, engenheiro Fernando Debeus Costa, a autarquia tem capacidade e nível tecnológico suficiente para captar e produzir sua própria água. “O custo de produção da água será vantajoso. A economia com a compra de água e a economia de energia das estações elevatórias pagaria a obra em alguns anos”, disse.
Já o superintendente Angelo Pavin, lembrou de uma das primeiras reuniões de trabalho que teve com o prefeito Aidan Ravin. “Dentre as muitas solicitações, Aidan pediu atenção especial ao abastecimento de água. Falou dos planos que tem para este setor e pediu que o Semasa investisse na ampliação da quantidade de água captada, tratada e distribuída pela autarquia”, contou.
Os bairros que seriam atendidos pela nova estação, como Parque Miami, Riviera e Recreio da Borda do Campo, estão em áreas de manancial. As residências abastecidas pelos reservatórios Vila Suíça e Miguel Ângelo também seriam beneficiadas. “A região sul de Santo André cresceu muito nos últimos anos e a infraestrutura que existe está quase no limite. A estação de tratamento suprirá uma das carências desta região”, conclui Costa.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social - Assessoria de Imprensa do Semasa
Contatos: (11)4433-9684/ 9720/ 9659/ 9845
Soja Cultivance® da BASF e da Embrapa recebe aprovação para cultivo comercial no Brasil
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Qua, 10 de Fevereiro de 2010
FW: Soja Cultivance® da BASF e da Embrapa recebe aprovação para cultivo comercial no Brasil
- Primeira cultura geneticamente modificada desenvolvida no Brasil em fase de comercialização
- A data exata de lançamento depende da aprovação do produto em mercados-chave de exportação
São Paulo e Brasília, Brasil – 05 de fevereiro de 2010 – A soja tolerante a herbicidas desenvolvida pela BASF em parceria com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), foi aprovada pela CTNBio – Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, em 10/12/2009. A comissão considerou que soja tolerante a herbicidas atende as normas e a lei de biossegurança para o meio ambiente, a agricultura, bem como a saúde humana e animal. A decisão permitirá que a BASF e a Embrapa levem o novo sistema de produção, com o nome comercial de Cultivance®, aos agricultores brasileiros. As empresas estão buscando a aprovação desta tecnologia em diversos países compradores da soja brasileira, tais como China e Estados Unidos.
Cultivance® e é o primeiro cultivo geneticamente modificado, desenvolvido no Brasil, desde o laboratório até a comercialização. A aprovação é fruto de mais de 10 anos da cooperação bem-sucedida entre a Embrapa e a BASF, líder mundial no fornecimento de soluções agrícolas. O Sistema de Produção Cultivance® combina variedades de soja tolerantes a herbicidas com herbicida de amplo espectro da BASF, da classe das imidazolinonas, feito sob medida para as condições regionais.
“A aprovação marca uma nova era para as atividades de biotecnologia da BASF. É o primeiro produto BASF geneticamente modificado a receber aprovação para o cultivo comercial,”, afirma Walter Dissinger, vice-presidente da divisão de Proteção de Cultivos da BASF para a América Latina. “Nossa estratégia em biotecnologia vegetal é colaborar com os melhores parceiros para disponibilizar nossa capacidade inovadora em desenvolver e oferecer genes de grande importância para a agricultura. Graças a esta parceria público-privada de sucesso, os produtores se beneficiarão do melhor controle de plantas daninhas com menos insumos, resultando em maior produtividade agrícola.”
"A aprovação da soja Cultivance®, a primeira geneticamente modificada desenvolvida no Brasil, representa a capacidade do nosso país na área de biotecnologia agrícola. Estamos mostrando ao mundo que podemos gerar inovações. A Embrapa adota diversas tecnologias em pesquisas. E a biotecnologia, aplicada de acordo com os princípios da sustentabilidade, traz resultados de suma importância para a sociedade. Permite que agricultores brasileiros tenham acesso a alternativas tecnológicas avançadas, com ganhos econômicos, e sejam mais eficientes em manter a base de recursos naturais”, diz Pedro Arraes, diretor-presidente da Embrapa.
A tecnologia Cultivance® oferecerá aos agricultores um novo sistema de controle capaz de gerenciar, de maneira eficaz, um grande número de plantas daninhas. Desenvolvido para ser aplicado pós-emergência, o herbicida do Sistema de Produção Cultivance® proporcionará aos agricultores conveniência e flexibilidade de aplicar o herbicida, como necessário, para o controle de plantas daninhas durante as primeiras semanas de crescimento da cultura. Uma única aplicação proporciona controle de longa duração de ambas – folhas largas e gramíneas -, incluindo aquelas de difícil controle. Os agricultores também se beneficiarão de experiência logística e ambiental. Poucas aplicações do herbicida por hectare reduzirão o uso de máquinas e mão-de-obra, assim como serão reduzidos os custos para agricultores, e emissão de CO2 ao meio ambiente.
O lançamento do Sistema de Produção Cultivance® será feito no Brasil a partir da safra 2011/2012. Adicionalmente, existe um grande interesse no desenvolvimento desta tecnologia ajustada para as necessidades locais dos países vizinhos na América Latina, incluindo a Argentina, a Bolívia e o Paraguai. As empresas parceiras estão trabalhando para atender aos requisitos de autoridades regulatórias nestes países e a aprovação pode ser obtida em dois anos, após o lançamento no mercado brasileiro.
Os parceiros acreditam que a biotecnologia vegetal é estratégica para o desenvolvimento de soluções inovadoras aos agricultores, no século 21, o que permitirá o avanço da agricultura sustentável mundialmente.
Sobre a Embrapa
O conhecimento gerado pela Embrapa, desde a criação da empresa em 1973, tem sido decisivo para o negócio agrícola brasileiro e para a posição de destaque que o Brasil hoje ocupa no cenário agrícola mundial. O Brasil e a Embrapa são referências em tecnologias para a agricultura tropical. O país é um dos líderes mundiais na produção e exportação de vários produtos agropecuários e as projeções indicam que também será, em pouco tempo, o principal pólo mundial de produção de biocombustíveis, feitos a partir de cana-de-açúcar e óleos vegetais. Graças à essa posição no cenário mundial, o país passou a influir decisivamente no preço e no fluxo de alimentos e outras commodities agrícolas.
A visão de futuro, o forte investimento na formação de recursos humanos e a capacidade de estar em sintonia com o avanço da ciência fazem com que a Embrapa possa contribuir para que o Brasil esteja posicionado na fronteira do conhecimento, em temas emergentes como agroenergia, créditos de carbono e biossegurança e em áreas como biotecnologia, nanotecnologia e agricultura de precisão. No caso específico da biotecnologia, a atuação da Embrapa tem sido fundamental tanto no desenvolvimento de produtos e processos quanto em planejamento e avaliação de riscos.
Sobre a BASF
A BASF é a empresa química líder mundial: The Chemical Company. Seu portfólio de produtos oferece desde químicos, plásticos, produtos de performance, produtos para agricultura e química fina até petróleo e gás natural. Como uma parceira confiável para toda a indústria, a BASF, com soluções inteligentes e produtos de alto valor ajuda seus clientes a atingir ainda mais o sucesso. A BASF desenvolve novas tecnologias e as utiliza para superar os desafios do futuro e abrir novas oportunidades de mercado, combinando o sucesso econômico à proteção ambiental e à responsabilidade social e contribuindo, assim, para um futuro melhor. A BASF conta com aproximadamente 95.000 colaboradores e contabilizou suas vendas em mais de 58 bilhões de euros em 2007. As ações da BASF são atualmente negociadas nas bolsas de valores de Frankfurt (BAS), Londres (BFA) e Zurique (AN). Mais informações sobre a BASF estão disponíveis no endereço www.basf.com.
Contatos para Imprensa:
Embrapa – Marita Cardillo +55 61 3448-4207 ou +55 61 3340-7015 BASF – Marina Galvão Tel. +55-11 3043-2919 ou +55-11 3043-2531 email:
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Fonte: Ana Carolina Reis - CL-A Comunicações
Tel.: (11) 3082-3977 / ramal 44 /
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