Enquanto expressões, como energia limpa e energia renovável, tornam-se corriqueiras, pelo menos em alguns meios mais bem informados, não são todos, porém, que se preocupam em saber de fato o que elas significam e suas implicações para o futuro da humanidade.
No cenário nacional e no internacional, sobressaem iniciativas do mundo acadêmico-científico que podem nos ajudar a entender melhor a questão do biodiesel, por exemplo, vista como alternativa promissora de se alcançar a desejada sustentabilidade também na geração de energia, tanto a limpa quanto a renovável.
Doutor nas Ciências Biológica e Molecular, Marcos Buckeridge, da Universidade de São Paulo (USP), é um dos notáveis especialistas do País em questões desse porte. Pesquisou por 20 anos espécies nativas neotropicais no Instituto de Botânica de São Paulo e, a partir de 1995, entre outras atividades, voltou-se ao desenvolvimento de ferramentas biotecnológicas para ajudar no uso sustentável da biodiversidade. Período em que se produziram mais de 80 publicações especializadas.
Alterações climáticas
“Como a floresta, incluindo espécies atlânticas e amazônicas, está respondendo com relação à crescente concentração de dióxido de carbono na atmosfera” é outro foco de seus interesses, e na última década, seu grupo de pesquisa também se dedicou a entender como a cana-de-açúcar vai responder às alterações climáticas. Não é demais lembrar que a relevância desse estudo reside no fato de a cana ser atualmente uma das mais importantes culturas no Brasil, responsável pela produção de etanol.
Buckeridge, desde 2009, é diretor científico do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), em Campinas, e é também coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (INCT do Bioetanol), bem como vice-coordenador do programa CeProBio, dentro do programa FP7 da Comunidade Europeia. Incansável em suas incursões científicas, é um dos autores líderes do próximo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), a ser apresentado em 2014.
Pelo exemplo de nosso entrevistado neste Perfil, não dá para dizer que estejamos mal de empenho acadêmico-científico no trato das questões afetas à pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis, em que se insere o biodiesel.
Neo Mondo: Temos abordado com certa frequência a questão da geração de energia limpa ou energias renováveis. São, de fato, expressões equivalentes?
Marcos Buckeridge: Não são termos equivalentes, mas são complementares. A energia é mais limpa na medida em que menores proporções de gases do efeito estufa são emitidos durante o seu uso. Já o termo energia renovável se refere ao tempo total de reciclagem de seus átomos (principalmente carbono, oxigênio e nitrogênio na atmosfera). A energia retirada dos compostos do petróleo não é considerada renovável porque, uma vez utilizados como combustível, seus átomos demoram milhares de anos para retornar à forma de petróleo novamente.
Neo Mondo: Quais as fontes em que se pode obter melhor desempenho no desenvolvimento desse tipo de energia?
Marcos Buckeridge: O etanol, por exemplo, pode ser produzido a partir de açúcares feitos pelas plantas de cana, e quando o combustível é utilizado, o CO2 emitido durante o seu uso será rapidamente reutilizado pelas plantas de cana durante o processo de fotossíntese. A planta fará açúcar novamente, e nós produziremos etanol em seguida. Assim o ciclo se fecha num período de meses ou anos, e não de milhares de anos, como ocorre no caso do petróleo.
Neo Mondo: Como ficam os biocombustíveis e, em particular, o biodiesel no cenário nacional e mundial, e quais as perspectivas de podermos ser um país de reconhecida eficácia na produção deles?
Marcos Buckeridge: A área de produção de biocombustíveis é provavelmente a única em que o Brasil pode ser considerado um líder mundial na produção e na pesquisa. No caso do etanol, isto é muito mais evidente do que no do biodiesel. O que é importante, porque para que um país seja líder mundial em algum setor, é uma grande vantagem ter toda a cadeia de produção - desde a agrícola até a produção, distribuição e comercialização dos produtos. O Brasil já é eficaz na produção de etanol e está se tornando eficaz na produção de biodiesel. A produção e pesquisa sobre o biodiesel ainda estão a caminho, e o Brasil tem feito um bom trabalho.
Neo Mondo: Estamos então no rumo certo?
Marcos Buckeridge: No momento, a maioria do biodiesel ainda é feita a partir de óleo de soja, pois este tem escala e é economicamente viável. No entanto, a pesquisa em biodiesel é bem mais forte nos Estados Unidos, que desejam produzir o biocombustível a partir de algas. No caso do etanol, o Brasil desenvolveu variedades de cana-de-açúcar ao longo de dezenas de anos e chegou a plantas extremamente produtivas.
Isto foi feito mais por causa do açúcar, mas como este é a base para a produção de etanol - pois as leveduras que produzem o álcool, o fazem a partir do consumo de açúcar -, o Brasil foi competente a partir da década de 70 em desenvolver usinas de álcool acopladas à produção de açúcar.
Já no caso do biodiesel, a escala é um problema. Há plantas candidatas, como a jatrofa e a mamona, mas ainda vai demorar muito para torná-las culturas agrícolas produtivas na escala em que necessitamos. O mesmo vale para as algas.
Neo Mondo: Há algum estudo específico dessas alternativas citadas, no âmbito da USP ou de sua área de atuação, como cientista-pesquisador, do qual possa nos adiantar alguns aspectos relevantes?
Marcos Buckeridge: O Brasil possui um conjunto de iniciativas mundialmente reconhecidas no avanço das tecnologias de produção de etanol a partir de cana-de-açúcar. Em São Paulo, criamos o programa BioEn, da Fapesp, em que um investimento multimilionário em pesquisa está sendo feito em mais de uma centena de projetos. O CNPq e a Fapesp financiam o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (INCT do Bioetanol), que congrega 40 laboratórios em todo o Brasil, dedicados à pesquisa para melhorar o etanol de primeira e segunda gerações.
Neo Mondo: Ou seja, a comunidade acadêmico-científica faz, e bem, a sua parte...
Marcos Buckeridge: Há um projeto recente em colaboração com a Comunidade Europeia (programa FP7), em que vários grupos de cientistas brasileiros (CeProBio) e europeus (SUNLIBB) se reuniram para entender de forma comparada a cana-de-açúcar e o miscantus, espécie de gramínea que os europeus querem utilizar para a produção de etanol de segunda geração.
No início de 2010, o governo federal montou o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), que visa acoplar a ciência básica às engenharias agrícola e industrial de forma inédita no país. O foco principal do CTBE para os próximos 4 anos será produzir a tecnologia para o etanol de segunda geração, que é o etanol feito a partir da celulose e aproveita o bagaço e a palha da cana. Os avanços têm sido muito bons.
Meu grupo na USP já determinou a estrutura química dos polímeros da parede celular de bagaço e palha de cana, e agora estudamos os detalhes finos dessas estruturas junto à Universidade de Cambridge, na Inglaterra. (*)
Neo Mondo: O que ilustra a importância de haver o intercâmbio com outras instituições. Que outros resultados o senhor pode citar?
Marcos Buckeridge: Começamos a usar anticorpos monoclonais em colaboração com a Universidade da Geórgia (EUA) e em breve teremos um mapa dos polímeros em toda a planta de cana. Chamamos isto de “atlas da cana”. No CTBE, junto ao Laboratório Nacional Luz Síncrotron, já estamos começando a “visualizar” as moléculas e tentando entender como os polímeros interagem entre si. São iniciativas importantes, pois são a chave para que tenhamos acesso a desmontar a parede celular para obter os seus açúcares mais simples para, depois, dá-los para as leveduras fermentarem e produzirem etanol. Ao mesmo tempo grupos de laboratórios da USP, da Unicamp, da Universidade Federal de Viçosa e do Instituto Agronômico de Campinas se dedicam a melhorar ainda mais as plantas de cana, para que produzam mais açúcar e fibra.
Outros, na USP e Unicamp, em colaboração com diversos laboratórios no mundo, se dedicam a sequenciar o genoma da cana e a desenvolver processos eficazes de transformação genética dessa planta. O avanço nestas áreas é relativamente lento, mas tem sido sólido, e já há diversos laboratórios no Brasil que conseguem transformar geneticamente a cana.
Neo Mondo: Sempre é possível avançar, mesmo em alternativas que estão à frente...
Marcos Buckeridge: Os melhoristas já conseguem produzir marcadores no DNA que indicam as melhores plantas a serem utilizadas e, com isto, encurtam cada vez mais o tempo necessário para produzir novas variedades. Paralelamente, há um grande número de laboratórios que se dedica à prospecção de enzimas (proteínas que quebram os polímeros e produzem açúcares livres para as leveduras usarem) de micro-organismos e plantas que sejam capazes de digerir a celulose com eficiência e, assim, produzir os açúcares necessários para se obter o etanol. Dentre estes laboratórios, alguns já estão realizando a engenharia das enzimas.
Neo Mondo: Quais as principais vantagens que podem ser obtidas com essas pesquisas?
Marcos Buckeridge: Na USP de Ribeirão Preto e no CTBE já produzimos enzimas artificiais, que são mais eficientes no chamado processo de hidrólise. No meu grupo na USP, trabalhamos em processos que a própria cana usa para degradar suas paredes celulares. São processos similares aos que se observam em frutos quando amadurecem. Estamos interessados em como e quais genes são ativados; quais enzimas são produzidas; e como elas agem. Isto provavelmente nos levará ao que chamamos de biologia sintética, em que se altera o metabolismo de um organismo vivo (neste caso, a planta) para fazer com que ele produza o resultado que queremos.
Trabalhando em conjunto, grupos de engenheiros testam essas enzimas em condições similares às do processo industrial, e em breve teremos resultados suficientes para começar testes-piloto na indústria. Engenheiros também trabalham para tornar o plantio e colheita da cana mais eficientes e eficazes. Se conseguirmos produzir mais etanol a partir de bagaço e palha - e no caso desta última ainda aprendermos como colher a cana com precisão e eficiência e ainda aprendermos quanto deve ser deixado de palhada no campo, para que o impacto sobre o solo e o meio ambiente sejam os mínimos possíveis -, teremos atingido um alto nível de inovação. Teremos um biocombustível não apenas renovável, mas sustentável ambientalmente.
Neo Mondo: O que deixaria o País numa situação privilegiada, não?
Marcos Buckeridge: A estratégia de inovação se complementa com estudos sobre como utilizar a cana como fonte de novos materiais, a exemplo de plásticos, fármacos, cosméticos e outros produtos de alto valor agregado. Com tudo o que está acontecendo, se houver continuidade no financiamento tanto pelo governo como por empresas, no futuro o Brasil não terá mais usinas de açúcar e álcool, mas sim as chamadas biorrefinarias.
Finalmente, é preciso considerar a excelente atuação que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vem tendo na área. Há a preocupação com o fato de que o Brasil precisa montar empresas no setor que sejam competitivas. As chances estão aí, com conhecimento científico e tecnológico. Basta observar e aproveitar-se disso em momentos estratégicos.
Neo Mondo: Muito se fala, em algumas áreas, da importância de parcerias público-privadas. A seu ver, o que pode ser feito ou melhorado quando se trata de aproximar a comunidade acadêmico-científica, governos e empresas na produção de biocombustíveis e em particular de biodiesel?
Marcos Buckeridge: Este é um momento em que essas parcerias são cruciais. A ciência brasileira sempre esteve com foco na chamada ciência básica, que é aquela que produz novas descobertas e não tem um compromisso firme com a aplicação, pelo menos num primeiro momento. No Brasil, os cientistas aplicados sempre trabalharam de forma separada e sem (com raras exceções) comunicação com os cientistas básicos. Este sistema desconectado tem gerado bons resultados, intrinsecamente falando, mas muito pouco em termos de inovação, que seria o desenvolvimento de um produto e, subsequentemente, de uma indústria para tê-lo em um mercado apto a comprá-lo.
Neo Mondo: Como estamos em relação a outros centros de pesquisa internacionais?
Marcos Buckeridge: Em países pobres que se interessam por ciência, normalmente os pesquisadores se dedicam a ramos da pesquisa que sejam mais baratos. Também se pode imitar, que é o que o Brasil fez durante muito tempo. Depois que alguém já fez a descoberta fundamental, podemos usar um outro sistema e repetir os experimentos e ver se os resultados são os mesmos. Com isso esta “ciência do terceiro mundo” auxilia bastante os países mais ricos, pois se alguma descoberta não tem uma base muito boa, rapidamente o problema é detectado e anunciado em papers, que são públicos, e todos podem ver e avaliar. Enquanto isto, nos países que fazem a “ciência de primeiro mundo” os verdadeiros descobridores aperfeiçoam os seus processos e os conectam de forma eficaz à indústria. O que faz o conhecimento básico ser catapultado por um sistema de inovação, gerando um produto de alto valor agregado, que nós, no terceiro mundo, iremos comprar.
Neo Mondo: O que falta para nos inserirmos neste primeiro mundo?
Marcos Buckeridge: Com o investimento feito nos últimos 20 anos no Brasil, principalmente pela Fapesp e, mais recentemente, pelo CNPq e agora pelas FAPs (fundações de apoio a pesquisa) de outros estados, o Brasil dá sinais de estar começando a aprender como fazer esta conexão. Durante anos, vimos discutindo como fazer isso. Discussões que são importantes e fazem parte do aprendizado, mas em algum momento é preciso colocar o sistema em prática e aprender com os erros. Para isso é preciso investir.
O governo brasileiro (estaduais e federal) tem feito a sua parte (mas deveria investir mais, principalmente em pesquisa básica), e o setor empresarial está se aproximando rapidamente. Esta conexão é complexa, uma vez que a agilidade do governo não é a mesma que a das empresas - e este tem sido provavelmente o principal empecilho na conexão. Por exemplo, enquanto os pesquisadores do governo precisam aguardar licitações que podem demorar meses e gastam uma verdadeira fortuna para um processo ineficaz, as empresas têm grande agilidade. Elas acabam se aborrecendo com isso, pois precisam de agilidade para entrar rapidamente no mercado e começar a produzir. Este é realmente um grande problema na conexão, que poderia ser facilmente sanado se houvesse vontade política para tal.
Como há uma corrida tecnológica para os biocombustíveis, esta desconexão entre os sistemas governamental e empresarial causa um atraso que poderá custar caro ao Brasil, pois o grande competidor são os Estados Unidos, que investem muito e são muito ágeis para transferir o conhecimento da pesquisa básica para a aplicação. Esta deve ser uma ação governamental, que tem que ser também muito ágil. Resta ao Brasil, portanto, ser mais veloz para compensar o menor investimento.
Neo Mondo: O senhor tem algo a falar sobre as perspectivas do pinhão-manso como uma das fontes que pode resultar na produção de biodiesel? E como ficam, nesse caso, as algas marinhas?
Marcos Buckeridge: Há iniciativas de pesquisa com pinhão-manso no Brasil, mas ainda estão muito longe do estágio em que estamos com a cana-de-açúcar. O problema com o pinhão- manso é que é uma espécie de planta ainda não domesticada do ponto vista agronômico, e isto se leva muito tempo para conseguir, pois temos que aprender como a planta cresce, como produz sementes, quais doenças são as mais importantes etc.
No caso das algas marinhas, temos pesquisa de bom nível, mas o investimento americano nesta área tem sido enorme, tanto na pesquisa básica como na pesquisa integrada à indústria. Me parece muito difícil que o Brasil consiga acompanhar os americanos na produção de biodiesel destes dois organismos. Apesar de contar com excelentes cientistas na área, o Brasil não apresenta a tradição que tem no setor de cana, com uma indústria forte.
A Petrobrás parece estar interessada e tem planos para o biodiesel. Isto é uma grande força, pois é uma das empresas mais importantes em energia que temos no Brasil e no mundo. Se o investimento for bom e focado, acho uma boa opção, pois o Brasil pode consolidar-se como produtor de energia renovável em várias frentes e não somente no etanol. Por outro lado, se os investimentos forem limitados, temos que pensar bem se ter várias iniciativas ao mesmo tempo não seria dividir a nossa força e perder em todas as frentes.
Neo Mondo: Na sua avaliação, a sociedade já acordou para a necessidade de mudar seus hábitos de consumo, e o que falta para aumentar essa consciência socioambiental?
Marcos Buckeridge: A sociedade brasileira vem acordando gradativamente para as questões ambientais durante os últimos 40 anos e, de forma muito mais intensa, nos últimos 10 anos. O Brasil hoje pode ser considerado um dos países em que a conscientização ambiental é muito boa em relação à maioria dos países. Isto pode sim ser considerado como um “acordar”. Por outro lado, em uma sociedade capitalista, o indivíduo irá olhar o seu consumo também do ângulo econômico.
Eu costumo dizer que a consciência ambiental vai até o ponto em que a consciência econômica permite.
Neo Mondo: O que compete a governos e empresas fazerem?
Marcos Buckeridge: Não devemos exigir apenas do cidadão que este tenha hábitos de consumo ambientalmente conscientes. Os empresários têm pelo menos metade da responsabilidade. Quero dizer com isso que, se as empresas não oferecerem produtos que tenham ao mesmo tempo um bom preço para o consumidor e que estes produtos tenham sido feitos numa cadeia ambientalmente adequada, o consumidor simplesmente não irá comprar. No caso dos biocombustíveis, temos a famosa relação de 70% do preço do álcool quanto ao da gasolina. Temos que trabalhar em pesquisa para tentar diminuir os efeitos da safra sobre o preço do etanol, senão o consumidor irá usar a gasolina, caso seu bolso seja atingido. No médio prazo, temos que melhorar a nossa cultura de planejamento (de médio e longo prazos), pois é assim que funciona a consciência ambiental: ela é a compreensão dos efeitos de médio e longo prazo do que estamos fazendo neste momento.
Nesse sentido, um subsídio ao etanol de segunda geração poderia ser de grande ajuda para que o Brasil consiga consolidar a sua tecnologia. Isto já foi feito antes na área de etanol de cana.
Neo Mondo: Por favor, deixe um último, mas não menos importante, recado para nossos leitores.
Marcos Buckeridge: Aos que quiserem aprofundar um pouco mais em divulgação relacionada ao que eu comentei, podem visitar a minha coluna no site da Revista Pesquisa Fapesp: http://revistapesquisa.fapesp.br/?sec=76&type=md&nb=1&lg= Índia desenvolve biocombustível a partir de algas marinhas e do pinhão-manso plantado em regiões áridas.
(*) Para saber mais sobre programas, projetos e centros de pesquisa citados na entrevista, acesse:
http://www.fapesp.br/materia/3254/pesquisa-para-inovacao/bioen-fapesp.htm
http://www.inctdobioetanol.com.br/index.php
http://www.bioetanol.org.br/index.php
http://www.lafieco.com.br/