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Sustentabilidade sobe no Ibope

Sustentabilidade sobe no Ibope

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Seção: Editorias - Categoria: Sustentabilidade
Escrito por Redação Seg, 19 de Janeiro de 2009 11:34

Realizado bianualmente, e exclusivo para clientes, o II Fórum IBOPE – Negócios Sustentáveis, ocorrido durante todo o dia 04 de setembro, reservou-se a discutir o tema do milênio a partir da apresentação dos resultados de uma pesquisa inédita, “Sustentabilidade: Hoje ou Amanhã?”, desenvolvida pelo Instituto, para analisar o conhecimento e as ações sustentáveis de empresas e da comunidade.

De acordo com o levantamento, 79% dos executivos e 55% dos cidadãos já ouviram falar em sustentabilidade empresarial, porém, somente 33% das empresas têm ações estratégicas, envolvendo todos os departamentos e visando resultados. Grande parte ainda atua de forma pontual (30%) ou informal (23%), ou seja, ações inspiradas na caridade e na filantropia.

Em relação à população, embora 92% afirme que separar lixo para reciclagem é uma obrigação da sociedade, somente 30% assume separá-lo em suas residências. Para o CEO do IBOPE Inteligência, Nelsom Marangoni, é um longo trajeto para percorrer o caminho entre a teoria e a prática. Além de estar informada, a população precisa se sentir parte do ecossistema, respeitar o outro, transformar isto em um valor pessoal, para assim, conseguir mudar suas atitudes e poder cobrar ações responsáveis das empresas. Quanto aos empreendimentos, devem pensar em lucro em longo prazo, frente aos investimen- tos na área. “Lucratividade e Responsabilidade Socioambiental não são antagônicos, mas o conjunto é a força para a mudança de atitudes, valores e mitos comuns” – reforça Marangoni.

Baseados nestes resultados, o evento levou executivos de variados segmentos de mercado a discutir estratégias e expor suas experiências, como a superintendente de Responsabilidade Socioambiental do Banco Itaú, Sonia Favaretto. “Esta linha responsável já está incorporada em todos os segmentos do Itaú desde a sua criação. E foi este compromisso com as práticas socioambientais que permitiu ao banco estar presente no índice Dow Jones, Sustaintability World Index (DJSI World), por sete vezes consecutivas” – destaca Sonia.

O evento, dividido em palestras simultâneas, também abordou: “A gestão de Sustentabilidade”; “Os desafios da sustentabilidade de uma marca: os principais pilares para torná-la um sucesso”; “O futuro da sociedade brasileira: Matrix ou Vila Sésamo?” e “A evolução da comunicação: de interruptiva-autista a interativa-fractal”.

Hoje ou amanhã?

Uma das teorias para explicar a distância entre conhecer e o atuar sustentavelmente é o tempo que os separa. De acordo com o economista e filósofo Eduardo Giannetti, quanto maior o prazo para efetuar alguma tarefa, maior a chance de deixá-la para o dia seguinte, utilizando o tempo em que ela poderia estar sendo desenvolvida com outras atividades e correndo o risco de não conseguir finalizá-la no período previsto. “É fácil pensar em fazer uma dieta com o estômago cheio. Poupar o dinheiro que ainda não recebeu...” – ilustra Giannetti.

Esta constante na tomada de decisões para agora ou depois é chamado pelo economista como Troca de Tempo, embasado em dois pilares: posição credora situação - em que se abre mão do presente pensando na recompensa futura, e na posição devedora - vivendo agora para pagar o preço da impaciência depois. “Não existe nada de errado com as duas, e, desde que não haja exageros, elas formam o equilíbrio.” – diz o economista.

Seguindo esta linha, a sustentabilidade é a busca pelo equilíbrio na trajetória do tempo, o agir no presente pensando no futuro, sendo necessário passar pelas fases de: antevisão, ou seja, ter noção para onde vai, traçar estratégias para ligar o onde estou para onde quero chegar e implantação destas etapas. Dessa forma, Giannetti diz: “o que é visto como risco sustentável é a oportunidade de se posicionar e de gerar novos negócios”.