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Nova e promissora fronteira.

POR – REDAÇÃO NEO MONDO

 

Todas “promissoras”, ressalta a gerência de imprensa em entrevista à Neo Mondo. Com o esclarecimento: “não há números definidos ainda sobre a quantidade dessas reservas. Mas há expectativa de serem 14 bilhões de barris, o que faria dobrar as reservas brasileiras”. Sem problemas quanto a investimentos, que estão garantidos: “são Us$ 174 bilhões de 2009 a 2013, como parte de um plano de negócios definidos pela diretoria da companhia, aprovado pela Presidência da República e Ministério das Minas e Energia”.

Equipamento de última geração

No fim de fevereiro, a Petrobrás colocou em operação um equipamento de última geração, o IBM Power 6. Um super-computador de quase 3 toneladas, “com alta capacidade de processamento, para simular o desenvolvimento da produção em reservatórios de petróleo, a ser aplicado nas acumulações da camada pré-sal da Bacia de Santos”. Novidade que faz parte da estratégia da empresa que, no caso, simula a drenagem ideal de um campo.

“São considerados, entre outros dados, o número de poços produtores e injetores que deverão ser perfurados, sua posição no campo e geometria (vertical, horizontal ou direcional)”, explica a Gerência de Imprensa. Entre as principais vantagens dessa inovação tecnológica está o aumento da velocidade no processamento das informações geradas no processo produtivo.

Desenvolver tecnologias inovadoras e preparar profissionais capacitados a lidar com desafios cada vez maiores é uma constante na história da Petrobrás e, ao confirmar a presença de petróleo no pré-sal santista, abriu-se para a empresa uma nova e promissora fronteira.

Ganhos econômicos e tecnológicos

Celso Kazuyuki Morooka, professor titular da Faculdade de Engenharia Mecânica e chefe do Departamento de Engenharia de Petróleo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é entusiasta da primeira descoberta brasileira, anunciada no campo de tupi. “Se as expectativas forem comprovadas, as reservas nacionais poderão se multiplicar na ordem de 5 vezes”, avalia.

Engenheiro pela escola Politécnica da USP, com mestrado na Yokohama National University e doutorado na University of Tokyo, Morooka acredita em ganhos econômicos e tecnológicos significativos, bem como científicos. “Pela oportunidade da produção de mais petróleo e gás e pelo fato de essa produção necessitar do desenvolvimento de sistemas de perfuração”, diz.

Com sua experiência em pesquisa e desenvolvimento de projetos em sistemas marítimos na produção de petróleo e gás, tubulações marítimas de escoamento de petróleo (risers), plataformas flutuantes, poços marítimos de óleo e gás, ondas e correnteza, o professor doutor explica: “as descobertas do pré-sal são campos (reservatórios) marítimos de petróleo em uma área litorânea que se estende aproximadamente do Espírito Santo à Santa Catarina. A perfuração far-se-á não somente em lâminas d’água ultraprofundas (acima de 2 mil m), mas também em camadas de subsolo muito profundas (mais de 5 mil m)”. O que implica em contar com navios e plataformas flutuantes de perfuração e produção, equipamentos submarinos e tubulações de escoamento de óleo e gás (risers) que permitam a operação em lâmina d´água de grande profundidade.

Morooka lembra que a importância capital da tecnologia é constante e não poderia ser diferente em setor tão estratégico. “Novos laboratórios experimentais também serão fundamentais para a comprovação e a compreensão de fenômenos observados na prática, com a finalidade de aprimoramento e desenvolvimento das técnicas de projeto e práticas operacionais, assim como para o desenvolvimento de novas tecnologias e soluções. nesse sentido, a Unicamp, assim como as universidades nacionais, planeja a construção desses laboratórios, além de constituir centros capacitados para simulações numéricas de alto desempenho e supercomputação”, afirma.

Estudos e parcerias

A Gerência de Imprensa da Petrobrás vê como decisivos os próximos passos, quando a empresa dedicar-se-á a muito estudo e pesquisa, em que serão fundamentais as parcerias com Partex, Galp Energia, Repsol-YPF, Shell e BG no trabalho nos blocos exploratórios da Bacia de Santos, na área de Tupi.

“Concluído o teste de longa duração, a Petrobrás pretende iniciar a produção de tupi no final de 2010, num projeto piloto com capacidade de 100 mil barris/dia e 3,5 milhões de m3 de gás. em todas as etapas, a empresa vai – com seus parceiros, a indústria e a comunidade acadêmica – aplicar toda a sua experiência no desenvolvimento de soluções tecnológicas e de logística que permitam dar início à produção do pré-sal”, afirma.

Sem descuidar dos impactos ambientais na exploração dessas jazidas: “nos desafios tecnológicos para explorar petróleo em águas ultraprofundas estão embutidas as preocupações ambientais, dado o ineditismo da operação. elas dizem respeito não só à exploração, mas também ao transporte do petróleo para o continente, onde será refinado”, garante.

Morooka, que é também pesquisador do centro de estudos do Petróleo (Cepetro) da Unicamp, não vê maiores riscos ambientais na exploração do pré-sal, além dos eventuais nas atividades de prospecção e produção que se desenvolvem no momento.

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