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ONU: Relatório de Desenvolvimento Humano em 2016 traz metodologia inédita para América Latina

Por: Nações Unidas do Brasil – ONU BR

Uma equipe do relatório regional iniciou um processo participativo, visitando diversos países da região para conversar com os governos e instituições, coletar dados e determinar fatores específicos de cada país que influenciam seu desenvolvimento humano

Com a ideia de que país desenvolvido é aquele que amplia a liberdade de escolha das pessoas quanto ao rumo de suas vidas, o primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) lançou, em 1990, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). “Houve, então, uma mudança de pensamento de que país desenvolvido era país rico para uma ideia central de que desenvolvimento humano é liberdade de escolha”,explica a coordenadora do RDH nacional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Andrea Bolzon.

Após 25 anos é possível notar que “o IDH passou a ser um índice agregado não mais sensível a mudanças em múltiplas dimensões”, o que demanda a construção de uma abordagem complementar, afirma o economista sênior do escritório do PNUD para América Latina e Caribe, George Gray. Com isso, a equipe do relatório de desenvolvimento humano regional da América Latina e Caribe iniciou um processo participativo de elaboração do informe, visitando diversos países da região para conversar com os governos e instituições nacionais, coletar dados e determinar fatores específicos de cada país que influenciam seu desenvolvimento humano.

O Relatório regional será lançado em março de 2016 e não trará rankings ou dados comparáveis entre os países da América Latina e do Caribe. Cada país terá a chance de analisar seus problemas e melhorar as políticas públicas de acordo com as dificuldades nacionais.

No Brasil, por exemplo, houve duas décadas de grande transformação social com programas de transferência de renda, porém essas iniciativas chegaram a um terreno já identificado nacionalmente. “Isso não é uma crítica ao passado, mas significa que mais do mesmo não vai mais funcionar”, diz Gray. Existe então a necessidade de discutir quais serão as políticas de segunda geração capazes de assegurar os ganhos obtidos nos últimos anos, além de atingir o percentual da população que ainda se encontra em situação de pobreza.

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