marcoshummel-333-record-311008 Educação 

“Precisamos de Revolução Educacional”.

POR – REDAÇÃO NEO MONDO

 

…diz que “se nós quisermos melhorar o Mundo, do ponto de vista da sutentabilidade, temos que melhorar as pessoas, educá-las, pois sem educação não haverá preservação. Mesmo porque salvar o Planeta significa salvar-nos”.

Quem consulta a Wikipédia em busca de informações sobre Catalão de Goiás vai encontrar lá, na lista dos naturais ilustres, logo depois do nome do cantor Amado Batista, o do jornalista Marcos Hummel.

Dono de sólida ficha profissional e de voz inconfundível, ancorando desde 2008 o Câmera Record, líder de audiência entre o jornalismo temático, Marcos Hummel, o nome do Perfil desta edição, é também um dos colaboradores e apresentadores do nosso Neo Mondo TV.

Este goiano já sem sotaque iniciou-se tardiamente na carreira jornalística, aos 28 anos, começando pela TV Globo Brasília. Foi apresentador global por 21 anos, nos telejornais Hoje, Jornal Nacional, Jornal da Globo, Fantástico, Globo Esporte. Foi um dos primeiros narradores do Vídeo Show, depois Bom Dia Rio e Bom Dia São Paulo, atuando, também, como editor e redator.

Mas mesmo começando tardiamente, Hummel tem a quem puxar entre seus conterrâneos. A enciclopédia virtual lembra que Catalão é, ainda, terra natal de várias outras personalidades culturais. Nas Artes Plásticas destaca-se Goiandira de Couto, filha de poeta e reconhecida internacionalmente por sua técnica única de  pinturas com areia.

Ali nasceram também um dos maiores latinólogos do Brasil, o diplomata erudito, William Agel de Mello, autor de 11 dicionários português-linguas neolatinas como o catalão e o galego, além de cineastas e dramaturgos de menor expressão, mas que justificam o cognome de “A Atenas de Goiás”, por sua produção cultural.

Da Globo Hummel passou pela Rede Manchete, onde apresentou, entre outros, o excelente Na rota do crime, na década de 90, precursor da cobertura policial nervosa, em que os repórteres embarcavam nas viaturas da Rota e da Força Tática acompanhando as ocorrências até seu desfecho. O programa valorizava o policial, dizem os que se lembram dele.

Pulou da Manchete para a Bandeirantes, ficando aí até março de 2004, ano em que assinou com a Record, onde está até hoje. Em seu currículo destacam-se ainda o Domingo Espetacular, Fala Brasil, Jornal da Record, Repórter Record (do qual foi o mais recente apresentador) e o Mundo Meio-Dia (na Record News).

O primeiro programa do Câmera Record trouxe um documentário sobre os “Mercadões no Mundo”. As equipes do Jornalismo Record visitaram 16 mercadões – de frutas, legumes e outras coisas mais – nos quatro cantos do Planeta. Hoje o jornalístico temático da Record tem incomodado a concorrência, mesmo indo ao ar num horário incômodo, entre meia-noite e uma e meia, chegando próximo aos 20 pontos de pico.

Educar para a sustentabilidade
Talvez seja por isso que este catalano já sem sotaque se defina como uma pessoa que veio a este mundo “para aprender, mas que a televisão o decepciona neste ponto. Ela não veio para formar e transmitir informação, mas para ser uma máquina de vender coisas”, diz ele, ainda que não dependa das pesquisas para medir sucesso: “A televisão faz dinheiro, independentemente do Ibope. Tem programa aí que faz a alegria dos donos com meio traço de audiência”, sentencia.

“Se nós quisermos melhorar o Mundo, do ponto de vista da sutentabilidade, temos que melhorar as pessoas, educá-las, pois sem educação não haverá preservação”, receita.

Vez em quando Hummel coloca algumas frases no Twitter. Por exemplo: “Estou planejando meu passado porque o futuro o governo já decidiu. E você?”, perguntando-se: “Que Brasil você quer para seus filhos?”, enquanto define o Brasil como “um País de oportunidades e oportunistas”. Isso ele escreve ouvindo a 7ª Sinfonia de Beethoven.

Neo Mondo: O que levou você a estar no projeto da Neo Mondo TV: desafio, promessa, amor à causa?
Hummel: Não posso me classificar como um ecologista.  Meu avô, falecido há mais de 50 anos, era um ecologista no tempo que o termo talvez nem existisse. Fazendeiro, não permitia desmatar nem queimar a terra. Apenas quero fazer a minha parte. E a Neo Mondo TV é um bom caminho.

Neo Mondo: Com qual tese você e o projeto se identificam: que mundo deixaremos para nossas crianças ou que crianças deixaremos para o Planeta?
Hummel: A segunda tese é a que melhor define a minha intenção. Ainda não tenho netos, mas espero que quando os tiver, que sejam bons para o Brasil e para o Planeta.

Neo Mondo: A ecologia, há cerca de uma década,  virou tema de programas específicos, começando pelo Globo Ecologia. Jornalões tradicionais, como o Estadão, abrem seções específicas sobre o Ambiente. Quais suas expectativas com um tema assim em TV na Internet?
Hummel: A grande mídia tem a maior responsabilidade em todos os sentidos. Se ela entrar para valer, pode mudar os hábitos errados
que estão maltratando o Planeta. Quero acreditar que haja boa intenção.

Neo Mondo: E suas expectativas com a Internet em si? Numa entrevista na Neo Mondo TV vc diz que ela chegou gritando:  “acabou o reinado” da mídia tradicional. É isso?
Hummel: Posso ter exagerado um pouco. As mídias são complementares, cada uma ocupa seu espaço. E a costura final pode ser muito boa.

Neo Mondo: E vc foi parar no mundo da televisão depois de começar, aos 11 anos, como office-boy de cartório, caixa de banco, criação de gado em fazenda, empregado em fábricas. Mas vc é crítico em relação à TV, concluindo que ela é “apenas uma máquina de vender coisas”. A Internet não acaba sendo só isso também? O que vc queria que TV e Internet fossem?
Hummel: Podemos dizer que a Internet é um veículo muito novo, que está tentando achar seu caminho. As novas gerações saberão usá-la e dela extrair informação e aprendizado. A TV, com sua imensa penetração, está procurando se reorientar. Há muitas cabeças novas que poderão fazer essa reorientação.
É necessário que o País, por inteiro, entre num projeto de salvação.
Precisamos de uma revolução educacional. Temos que sepultar ideias e interesses antigos. Salvar o Planeta significa salvar-nos.

Neo Mondo: Você não teve experiências de jornal impresso, mas a fogueirinha das vaidades queima mais forte na TV que nas redações da mídia impressa? Por que será?
Hummel: Não posso criticar aqueles que valorizam mais as suas imagens. Só posso dizer que eu quero que o meu trabalho apareça mais que eu próprio.

Neo Mondo: Minha experiência na TV me deixava frustrado diante do “efêmero” da transmissão televisiva. Um artigo impresso vc lê, relê, guarda se for bom. Um repórter em TV sua um dia inteiro produzindo uma reportagem, uma correria pra editar e, quando muito boa, a matéria dura no máximo um, dois minutos no ar (não falamos de programas temáticos como o Câmera Record, mas do jornalismo, do dia-a-dia). É essa sua impressão?
Hummel: Costumo dizer que o conteúdo de TV é de digestão muito rápida. Mas a mensagem principal sempre fica gravada. As grandes corporações têm suas necessidades, são pautadas pelo lucro, mas devem equilibrar isto com o dever de fornecer um bom produto.

Neo Mondo: No Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus (que é assunto do Caderno Especial nesta edição), um dos palestrantes alertou que a empresa que não priorizar hoje a sustentabilidade corre riscos econômicos e de imagem. Mas Fábio Feldmann lembrou que ele conseguiu retirar via Conselho Nacional de Regulação Publicitária peças que vendiam a Petrobrás como ambientalmente responsável quando ela vende um diesel só encontrado nos piores países da África.
Você conhece ações concretas de empresas que não sejam maquiadas como puro marketing social, visando só à imagem?
Ações exemplares com resultados que atestem mudança de mentalidade do século 20 para o século 21?
Hummel: Conheci pessoalmente uma empresa que tinha um compromisso muito forte. Uma empresa do Paraná, genuinamente nacional, de fabricação de pneus, com vários projetos paralelos de conservação. Hoje é visível a imagem das empresas colada ao tema. Espero que seja para valer. Por menor que seja a verdade disto, algo de bom pode restar no final.

Neo Mondo: Quem é o Marcos Hummel visto pelo Marcos Hummel? E como sua filha Luiza o vê? Você ainda tuíta?
Hummel: Eu vim para aprender. Eu vim para melhorar-me. Acho que minha filha demonstra acreditar em mim pelo carinho com que me trata. Raramente tuíto. De vez em quando dá vontade de deixar lá uns pensamentos.

Neo Mondo: Finalizando:  pra ter o sucesso que vc alcançou, ancorando hoje um programa líder de audiência, bastam a estampa e o vozeirão inconfundível? Lembra alguma curiosidade de bastidor? Pra você o que é uma boa produção?
Hummel: O sucesso do programa é o resultado de um trabalho árduo de uma equipe fantástica. Tento fazer o melhor para corresponder ao esforço e dedicação de cada um de meus colegas. Sou grato a Deus pelas ferramentas que Ele me concedeu e às oportunidades que me apareceram. Uma boa produção é o resultado da intenção de formar e informar. É respeitar o cliente ou o telespectador, no nosso caso, respeitar o seu desejo de se informar e se divertir.

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