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PROCURAM-SE “OPERÁRIAS”

POR – REDAÇÃO NEO MONDO 

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Sumiço das abelhas  ameaça a posição de destaque do Brasil no ranking  dos produtores e exportadores de mel

No mundo inteiro há casos de desaparecimento das abelhas e para cada um, uma nova explicação. 

Ligadas a uma imagem tão meiga por proliferar flores e frutos, as abelhas estão sendo alvos da mídia do mundo inteiro que faz a seguinte pergunta: Aonde elas foram parar?

França, Inglaterra, EUA, Canadá, Espanha, Suíça e Brasil estão sofrendo com o desaparecimento súbito e sem rastro das abelhas, esse fenômeno que está assustando cientistas e apicultores, pode mudar a posição de destaque do Brasil no ranking  dos produtores e exportadores de mel. Há notícias de que apicultores chegaram a perder cerca de 90% de toda a criação. E o espanto não é à toa!

Segundo o pesquisador Bruno Souza, da Embrapa Meio-Norte, o cenário é alarmante e preocupa toda a cadeia apícola.

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“As próximas gerações vão sentir muito os efeitos da redução das abelhas, se não for feito alguma coisa para reverter essa situação”, alerta Thiago Gama, gerente-geral da empresa Wenzel’s Apicultura, instalada no município de Picos, a 307 quilômetros a Sudoeste de Teresina.

A Wenzel’s Apicultura  é uma das importantes do setor no Nordeste. Criada em 1990 pelo paulista Arnaldo Wenzel, a empresa exportou em 2016 cerca de 200 toneladas de mel, faturando mais de 20 milhões de reais. Para este ano, a expectativa do gerente é que as exportações superem 2016. Gama lembra que a atividade apícola é essencial à vida, “pois com ela acontece a polinização das plantas”.

Cientistas e apicultores, assim como Gama,  procuram encontrar as causas do problema denominado Desordem do Colapso das Colônias (DCC): o uso indiscriminado dos agrotóxicos nas lavouras, o desmatamento e as mudanças climáticas.

O DCC é caracterizado pela rápida diminuição de abelhas operárias em uma colônia, afetando diretamente a produção de mel, própolis, pólen apícola e geleia real. Gama citou como exemplo, já comprovado em testes de laboratório, o herbicida Glifosato como um dos mais nocivos às abelhas.

 

Exportação

De janeiro a setembro deste ano, o Brasil já exportou quase 21 mil toneladas de mel, faturando 93,4 milhões de dólares. Em todo o ano de 2016, as exportações chegaram a pouco mais de 24 mil toneladas, com um faturamento de 92 milhões de dólares. O maior importador foram os Estados Unidos. A informação é do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

O mel é o mais importante produto apícola da pauta de exportação  brasileira. De Norte a Sul do País, a produção de mel é uma atividade que se mantém firme. Em 2016, segundo o IBGE, o Brasil produziu quase 40 mil toneladas.

Confira o ranking:

  • Rio Grande do Sul – 6.283 toneladas
  • Paraná – 5.992 toneladas
  • Minas Gerais – 4.906 toneladas
  • São Paulo – 3.642 toneladas
  • Piauí – 3.048 toneladas

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Um trabalho de fôlego para buscar soluções para o problema, será desenvolvido de 16 a 18 deste mês,  em Teresina, durante o Simpósio sobre Perda de Abelhas no Brasil. O evento, que é uma realização da Embrapa Meio-Norte, Sebrae e Ministério do Meio Ambiente e acontecerá no auditório Bristol Grande Hotel Arrey, na zona leste da capital do Piauí, reunirá cientistas brasileiros, norte-americanos, franceses e australianos.
Clique aqui para ter acesso ao link do simpósio.

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Albert Einstein, há mais de 60 anos, alertou: “Olhem as abelhas, se elas sumirem, a humanidade tem no máximo quatro anos de sobrevida, pois não haverá plantas e nem animais, a polinização é a grande responsável pela produção de alimentos”. 

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