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Produtos do Bem.

POR – REDAÇÃO NEO MONDO

 

Habitação Ecológica, primeiro centro de referência no Brasil para pesquisa, aplicação e uso de ecoprodutos e tecnologias sustentáveis. Segundo ele, no Brasil este é um mercado praticamente virgem, ainda há muito o que explorar e faltam normas para identificação e classificação de produtos. “Nós do IDHEA seguimos algumas regras, mas não há uma certificação”, disse.

Na intenção de combater a falta de critério, o IDHEA, em parceria com o Instituto Falcão Bauer da Qualidade (IFBQ) lançou, em novembro do ano passado, o Selo Ecológico Falcão Bauer, sistema de rotulagem ambiental que visa garantir o desenvolvimento sustentável de produtos e equipamentos.

Foi a primeira iniciativa científica deste gênero no país, mas é comum em países como Alemanha, Japão e EUA e certamente auxiliará o consumidor na hora de escolher que produtos utilizar.

Outra dificuldade apontada pelo consultor Márcio Araújo no setor de ecoprodutos é a falta de incentivo do governo para quem fabrica e vende. Segundo ele, uma política de incentivo poderia reduzir o custo, que ainda é elevado em comparação aos produtos convencionais.

“Agora, com a crise econômica, houve um retrocesso na construção civil e as pessoas estão procurando ecoprodutos com o mesmo preço ou, se possível, até mais baratos do que os produtos convencionais” revelou.

Ele, porém, vê vantagens nesta mudança de comportamento. “Isso obriga as empresas a pensarem em como vão fornecer ecoprodutos dos quais os clientes realmente precisem e que estejam em um custo razoável. O impacto disso surge quando cria cultura na própria cadeia, fabricante, revendedor e consumidor”, afirmou.

Outro ponto positivo na mudança comportamental ocasionada pela crise é que tanto as construtoras quanto os indivíduos agora preferem investir em um ponto sustentável de seus empreendimentos e não deixá-lo integralmente sustentável, o que se aproxima mais da realidade das pessoas, que podem ajustar o projeto conforme o bolso.

”É uma postura pé no chão. Conforme os investimentos dão resultado, trazem benefícios econômicos, os clientes vão querendo investir mais. Os ecoprodutos devem sempre considerar os fatores ecologia, economia e técnica. Ecologia tem tudo a ver com economia”, finalizou.

Ecoprodutos

Algumas das principais opções:

Concreto reciclado

Pode ser obtido a partir de matérias-primas com custo muito baixo. A contribuição para o meio ambiente é grande, já que se deixa de extrair o montante de 1.560 mil m³ de matéria-prima por ano, só no Município de São Paulo.

Apenas os concretos com substâncias contaminantes, como sulfato de cálcio, cloretos e óleos podem trazer prejuízo às propriedades do concreto e não devem ser utilizados como matéria-prima.

Atualmente no Brasil a aplicação mais comum do concreto reciclado ocorre em sub-base de pavimentos, de concreto ou asfalto. No entanto, quando são atingidas as propriedades especificadas, a utilização pode acontecer em qualquer situação.

Estimativas da Abesc (Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Concretagem) mostram que somente na região metropolitana de São Paulo são gerados entre 3.500 a 7 mil m³ de concreto residual nas centrais dosadoras.

Adobe

O adobe é um tijolo feito pela mistura de barro com palha, sem ser levado a qualquer processo de aquecimento. É um material construtivo bastante antigo, de muita durabilidade e indicado para regiões secas, já que para secar o tijolo é colocado ao ar livre.

A construção feita com este tijolo torna-se muito resistente e oferece conforto térmico e acústico.

A preparação do adobe é feita em solo argiloso. Faz-se um buraco perto do local da obra onde há solo apropriado, colocando-se água. Depois, amassa-se com os pés até sentir que tem boa liga. O barro é posto em formas de madeira, que são molhadas antes de se colocar a argila. Depois, realiza-se um processo de secura por 10 dias, virando-o a cada 2 dias.

Suas vantagens perante o tijolo comum são o baixo custo, o uso de material regional e o fato de poder ser preparado no próprio local da construção.

Tintas Naturais

Elas podem ser base de terra, cal ou de minerais e não têm elementos nocivos, como COVs (Compostos Orgânicos Voláteis).

São diversos os fabricantes. No caso da Ecotinta desenvolvida pelo IDHEA, a composição é de silicato de potássio, um mineral que protege e embeleza a superfície sem selar a parede ou agredir o meio ambiente. Entre suas características sustentáveis está o gasto de energia inferior e o fato de após sua aplicação 75% dos gases emitidos na queima da matéria-prima original são reabsorvidos.

Coberturas ecológicas

Telhas de barro, pedra, folhas de palmeiras, madeira, cimento armado. Essas são algumas das opções de cobertura ecológicas disponíveis, isso sem falar, é claro, do telhado verde. A mais usada em construções urbanas, porém, é a telha de material reciclado. Já existem até opções fabricadas a partir de embalagens de longa vida, pet, papelão laminado e latas recicladas. Todas têm como principal vantagem o abandono do modelo convencional de telhas, à base de amianto, mineral bastante nocivo à saúde, cancerígeno, e que já teve seu uso proibido em diversos países.

Equipamentos sanitários de baixo consumo e lâmpadas de alta eficiência energética

Dentre os produtos sustentáveis utilizados em construções com esta proposta, não dá para esquecer os vasos sanitários e pias, alguns dos campeões no quesito desperdício de água.

E é por esta característica que a tendência do mercado é que cada vez mais os sanitários tenham equipamentos reguladores de consumo. Torneiras com sensor de presença e vasos sanitários com duplo acionamento são algumas opções.

A linha Decalux, da Deca, é um exemplo de tecnologia a favor da sustentabilidade. As torneiras proporcionam até 70% de economia em comparação com as convencionais, pois interrompem o fluxo de água se acionadas por mais de 50 segundos ininterruptos, não liberando até que a obstrução seja removida.

Ainda nesta linha, estão as lâmpadas eficientes. As mais comuns são as fluorescentes compactas, que representam um consumo de energia 80% menor e duram 10 vezes mais que lâmpadas convencionais, além de aquecerem menos o ambiente.

A maior inovação na área, porém, são os LEDs, aquelas luzes que ficam acesas indicando que o aparelho está ligado ou em stand by. São luzes que desperdiçam pouquíssima energia, não esquentam, extremamente compactas, apresentam facilidade em controlar a qualidade da luz emitida e têm

longevidade até cinquenta vezes superior àquela das lâmpadas incandescentes convencionais. O único inconveniente do modelo, porém, é o preço, geralmente mais do que o dobro das fluorescentes.

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