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Projetos de proteção do meio ambiente em Minas Gerais receberão apoio de R$ 574 mil

POR – CENTRAL PRESS

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Dentre as 17 propostas selecionadas no Brasil por meio de edital público da Fundação Grupo Boticário, três delas são focadas na conservação da natureza mineira

A partir da metade de agosto, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza apoiará financeiramente 17 novos projetos de conservação da natureza em todo o Brasil – que foram selecionados por meio de editais públicos lançados no início de 2017. No total, serão doados R$ 2,3 milhões para iniciativas a serem realizadas em todos os biomas brasileiros e nos ecossistemas costeiro e marinho. No estado de Minas Gerais são três os projetos que receberão apoio financeiro e que, juntos, somam R$ 574 mil.

O projeto “RPPN Sossego do Muriqui: ampliando a área protegida dentro do Corredor Ecológico Sossego-Caratinga” é realizado pelo Muriqui Instituto de Biodiversidade e propõe a criação de mais uma Reserva Particular do Patrimônio Natural no Corredor Ecológico Sossego-Caratinga (CESC). Esse corredor compreende, atualmente, as RPPNs Mata do Sossego, em Simonésia, e Feliciano Miguel Abdala, em Caratinga (MG), as quais representam dois dos últimos refúgios do muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus).  A nova RPPN Sossego do Muriqui protegerá remanescentes florestais entre as duas reservas já existentes, contribuindo para a conservação desse primata que é uma das cem espécies mais ameaçadas do planeta.

MURIQUI

Também em Minas Gerais, a iniciativa “Conservação do Discocactus horstii: uma espécie de Cactaceae ‘Criticamente Em Perigo de extinção’ do Norte de Minas Gerais”, realizada pela Fundação Flora de Apoio à Botânica, tem como objetivo promover a conservação dessa espécie de cactácea e disseminar o conhecimento sobre as demais espécies ameaçadas de extinção na região de Grão Mogol e  Francisco Sá. O Discocactus horstii é uma espécie considerada “criticamente em perigo de extinção” e ocorre exclusivamente no município de Grão Mogol – a qual é símbolo também do Parque Estadual de Grão Mogol – e já foi alvo de intenso extrativismo por colecionadores. Suas populações também são impactadas pela contínua modificação de habitat devido à extração de quartzo.

O programa “Papagaios do Brasil: Integração e articulação das ações do PAN Papagaios” tem o propósito de proteger cinco espécies de papagaios, a partir do combate a suas principais ameaças, como o comércio ilegal dessas aves e a destruição de hábitat – ações essas previstas no Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação dos Papagaios da Mata Atlântica. O programa articula esforços de instituições que atuam há duas décadas na conservação de papagaios, como a paranaense Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), a mato-grossense Fundação Neotrópica e a gaúcha Associação Amigos do Meio Ambiente, além do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE) que é uma unidade descentralizada do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além de Minas Gerais, a iniciativa é realizada no Distrito Federal e nos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo,  Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, onde as espécies estudadas ocorrem.

PAPAGAIO

Para conferir a lista completa dos projetos selecionados no primeiro semestre deste ano, acesse o link.

26 anos de apoio

Em 26 anos de atuação, 1.528 iniciativas e 501 instituições já foram apoiadas em todo o território brasileiro, o que fez a Fundação Grupo Boticário se firmar como uma das principais financiadoras de iniciativas de conservação da natureza no Brasil.

De acordo com a diretora executiva da instituição, Malu Nunes, ao apoiar projetos, a Fundação contribui para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira e para promover a sua conservação. “Conservar espécies e ecossistemas é essencial à economia e à qualidade de vida humana, pois é essa biodiversidade que fornece os serviços ambientais essenciais à nossa sobrevivência, como a produção de água, regulação do clima e a manutenção da qualidade do ar e do solo”, ressalta.

adriano

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