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TURISMO NA AMAZÔNIA

POR – KAREN CANTO – ASCOM INPA

 

“É vital a necessidade de ampliar a formação em turismo, superando aquela visão estritamente tecnicista para a formação dos discentes”, diz a professora da UEA, Cristiane Barroncas - Foto Karen Canto
“É vital a necessidade de ampliar a formação em turismo, superando aquela visão estritamente tecnicista para a formação dos discentes”, diz a professora da UEA, Cristiane Barroncas – Foto Karen Canto

Qual o turismo que temos na Amazônia e o por quê de tanto potencial ainda não ter engrenado? Esses questionamentos foram o foco da palestra da professora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Cristiane Barroncas, durante a 48ª Reunião do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos (Geea), no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC).

Com o tema “Turismo na Amazônia: fatos e perspectivas”, Barroncas afirma que é preciso, antes de tudo, evitar a fragmentação do turismo enquanto área do conhecimento. “Entender que a vocação da Amazônia é o contato com a cultura local e as belezas naturais, seja por meio do ecoturismo, do turismo de base comunitária ou do turismo cultural é essencial para que possamos ter um sucesso turístico regional”, diz.

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Para o diretor do Inpa, Luiz Renato de França, a palestra da professora Cristiane é um tema atual, importante e complexo. “É um assunto importante para a Amazônia e que tem que ser trabalhado”, diz. “É uma área, não só multidisciplinar, mas transversal a outras áreas, mas um dos pontos centrais é ter pessoas cada vez mais especializadas para oferecer e receber serviço de qualidade”, destaca.

Na opinião da professora, existe a necessidade de ampliar a formação em turismo, superando aquela visão estritamente tecnicista para a formação dos discentes. “Fazer com que os alunos enxerguem o turismo como fenômeno complexo e, não, exclusivamente, uma atividade econômica, mas, acima de tudo, um fenômeno social”, diz Barroncas. “É preciso incentivar o diálogo entre os diferentes saberes, fazendo dessa parceria oportunidade de aprendizado e de um desenvolvimento ético identitário, solidário e justo”.

Durante a reunião do Geea, a mestre em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP) vê uma excelente oportunidade de dialogar sobre turismo na Amazônia dentro do Inpa,  pois significa, segundo ela, que o Instituto começa a se abrir para a possibilidade, também, do turismo. “E dentro desse turismo, o que pode ser trabalhado a partir das pesquisas das áreas de conhecimento que ele (Instituto) investiga”.

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Na opinião da professora esse diálogo no turismo tem uma relevância significativa. “Vejo com muito bons olhos a iniciativa e agradeço profundamente ao Geea por me permitir dialogar e trazer a minha visão do que penso sobre o turismo na Amazônia”, diz Barroncas.

Sobre os fatores que impedem a região amazônica de se tornar uma potência no segmento turístico mundial, Barroncas acredita que um dos motivos é a dependência de uma visão limitada de que o Amazonas só pode se desenvolver através do Polo Industrial de Manaus (PIM).

A professora acredita que a maioria das pessoas não consegue ver as possibilidades que a região possui. “O turismo como área farmacêutica, artesanato, turismo de base comunitária, ecoturismo, enfim, são tantas possibilidades que temos”, diz ao explicar que por estarem limitada ao Polo Industrial de Manaus, muitos acreditam que não iremos sobreviver a uma crise se não tiver o PIM.

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