U1 Sustentabilidade 

USP cria programa para gerir uso de água e energia elétrica.

Por: Agência de USP de Notícias

 

A USP lançou o Programa Permanente para o Uso Eficiente dos Recursos Hídricos e Energéticos (PUERHE), que prevê um conjunto de medidas para incentivar e promover a gestão do uso da água e da energia elétrica em todas as instalações da Universidade.

Segundo Osvaldo Shigeru Nakao, superintendente de Espaço Físico da (SEF) da USP, instituição à qual a campanha da USP está vinculada, o programa PUERHE deve ser permanente, estruturado e participativo, envolvendo toda a universidade – a Prefeitura do Campus, as unidades de ensino e pesquisa, a própria SEF e a Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) da USP.

“A gestão da água e da energia na USP vai além da preocupação com controle do consumo”, afirma Nakao. Ela deverá acontecer em duas frentes concomitantemente: o aumento da oferta de recursos naturais, o que deve acontecer com a perfuração de poços artesianos, e uso racional desses recursos.

Desde a década de 90, a USP já desenvolvia programas voltados para a sustentabilidade ambiental na universidade. Porém, o PUERHE ressurgiu de forma remodelada unificando dois antigos programas: o Programa Permanente para o Uso eficiente de Energia (PURE), criado em 1997, e o Programa de Uso Racional da Água (PURA), implantado em 1998. Os programas foram incorporados a fim de otimizar equipes e ter ações integradas dentro da instituição. Segundo o Superintendente de Gestão Ambiental (SGA) Marcelo de Andrade Romero, a campanha atual reforça a necessidade de se continuar economizando os recursos naturais.

Toda a campanha será divulgada por meio de cartazes e folders, além de um site contendo informações sobre a campanha e gráficos mostrando a evolução do consumo e das despesas de água e de energia.

A campanha da USP de uso eficiente dos recursos hídricos e energéticos envolve várias etapas: em um primeiro momento, será feito diagnóstico geral das características físicas e de ocupação; serão eliminados vazamentos em redes e reservatórios; haverá substituição de equipamentos sanitários por modelos econômicos; a caracterização dos hábitos e racionalização das atividades que consomem água; e alteração de rotinas administrativas e de manutenção. Do ponto de vista da gestão, será feita atualização do cadastro das ligações de água, acompanhamento do consumo e atuação da equipe de manutenção, no caso de haver exageros no consumo.

No campus da capital, por exemplo, serão instalados mais hidrômetros, o que permitirá a localização mais precisa de vazamentos. Segundo José Aquiles Grimoni, coordenador do PUERHE e professor do Grupo de Energia da Escola Politécnica (Poli) da USP, a Sabesp disponibilizou um sistema de medição remoto para o campus de São Paulo, que permitirá uma melhor avaliação do consumo mensal e mensuração da evolução durante o ano. Nos campi do interior, já estão sendo feitas tratativas com empresas locais de abastecimento para que sejam implantados o mesmo sistema.

As ações de eficiência energética seguem as mesmas diretrizes da campanha da água (diagnóstico, monitoração e controle do uso da energia elétrica), incluindo os seguintes pontos: gestão de contratos e faturas, de forma a buscar uma melhor relação custo-benefício nos contratos de fornecimento de energia elétrica e a verificação de cobranças inadequadas; reformas de sistemas de iluminação nas unidades para tornar os sistemas prediais e as instalações elétricas mais eficientes.

Sob o aspecto da gestão tecnológica, um sistema de monitoramento online de energia elétrica já está sendo implantado nos edifícios do campus da capital e, em breve, os dados serão disponibilizados aos demais campi da USP. O sistema Contaluz Web possibilita a consulta de dados online de cerca de 400 faturas mensais de energia elétrica da USP, o que agiliza a elaboração de relatórios gerenciais e obtenção de indicadores de consumo.

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