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Escrito por Neo Mondo | 19 de fevereiro de 2026
Legrand e green4T unem forças para impulsionar a infraestrutura digital sustentável e acelerar a nova era dos data centers na América Latina - Foto: Ilustrativa/Freepik
POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO
Aquisição sinaliza nova etapa dos data centers sustentáveis e reforça ecossistema que conecta energia, tecnologia e transição climática
Há movimentos corporativos que apenas ampliam portfólios. Outros reposicionam setores inteiros. A entrada da green4T no ecossistema da Legrand pertence claramente à segunda categoria — e ajuda a iluminar um ponto que ainda passa despercebido por boa parte do mercado: o futuro da transição energética também será decidido dentro dos data centers.
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Ao adquirir participação majoritária na green4T — empresa especializada na implantação, operação e manutenção de ambientes de missão crítica — a Legrand acelera sua estratégia em um dos segmentos mais sensíveis da economia digital.
Mais do que uma expansão geográfica, trata-se de uma aposta estrutural no papel da infraestrutura crítica em um mundo movido por dados e pressionado por metas climáticas cada vez mais rigorosas.
A green4T chega ao grupo com credenciais robustas:
O movimento reforça o posicionamento da Legrand em soluções integradas que combinam:
energia
conectividade
tecnologias digitais
— exatamente o tripé que sustenta a nova economia de baixo carbono.
As declarações das lideranças ajudam a dimensionar o alcance da operação.
Daniel Tatini, CEO da Legrand Brasil, enfatiza o momento estratégico:
“Estamos muito felizes em receber a green4T no ecossistema Legrand, ampliando nossa capacidade de oferecer soluções inovadoras e de valor agregado aos clientes em todo o Brasil e América Latina.”
A fala revela uma visão que vai além da aquisição: a construção de uma plataforma integrada para atender a crescente demanda por infraestrutura digital eficiente.
Já Eduardo Marini, CEO da green4T, destaca o ganho de escala e sinergia:
“Essa aliança permite à green4T entregar ainda mais valor aos nossos clientes, combinando nossa agilidade e especialização à escala e capacidades globais da Legrand.”
Na prática, a equação é clara: especialização regional somada à musculatura global.
A nova fase da green4T também conversa diretamente com uma iniciativa que já vem ajudando a qualificar o debate público sobre infraestrutura digital e futuro sustentável.
O greenTalks, videocast fruto da parceria entre a green4T e o Neo Mondo, consolidou-se ao longo de 2024 como uma das plataformas mais relevantes para discutir o papel da tecnologia na construção de um futuro de baixo carbono.
A proposta é clara — e pioneira:
colocar a infraestrutura digital no centro da conversa sobre sustentabilidade.
Durante todo o ano de 2024, o greenTalks reuniu vozes de peso do pensamento científico, econômico e socioambiental, entre elas:
O projeto ajudou a traduzir um tema muitas vezes técnico para uma linguagem acessível, mostrando que data centers, eficiência energética e digitalização não são apenas assuntos de TI — são peças estruturais da agenda climática.
Francamente, é o tipo de iniciativa que antecipa tendências em vez de apenas reagir a elas.
O que poucos ainda perceberam — e aqui está o ponto-chave — é que estamos assistindo à geopolítica dos data centers ganhar tração no Sul Global.
Três vetores explicam esse movimento:
A América Latina, especialmente o Brasil, entra forte nesse tabuleiro.
Nesse contexto, a aproximação entre Legrand e green4T posiciona o grupo em um território estratégico: o da infraestrutura digital compatível com metas de descarbonização.
Outro aspecto que merece reconhecimento é o trabalho consistente de Roberta Cipoloni Tiso, diretora de sustentabilidade e comunicação da green4T.
Sua atuação vem contribuindo para alinhar narrativa corporativa, inovação tecnológica e compromisso ESG — algo que, convenhamos, ainda é raro de ver com maturidade no setor de infraestrutura crítica.
Hoje, comunicar sustentabilidade com credibilidade é parte da própria estratégia de negócios. E movimentos como este mostram uma evolução importante nessa direção.
Se as tendências atuais se confirmarem, o mercado deve assistir a:
A pergunta que fica — e que o Neo Mondo seguirá acompanhando — é direta:
quem vai liderar a corrida por data centers realmente alinhados à agenda climática?

Do ponto de vista editorial, a operação entre Legrand e green4T simboliza algo maior.
Ela mostra que a transição energética não acontece apenas nos grandes projetos visíveis — parques solares, eólicos ou hidrelétricos.
Ela também avança, silenciosamente, dentro das salas climatizadas onde vivem os dados que movem a economia contemporânea.
E talvez seja justamente aí que esteja a virada de chave:
o futuro sustentável do planeta também passa pela infraestrutura digital.
Seguimos atentos — e conectados.
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